Buscar
MinhaSaúde - Radarproteste
Alterar Contraste Alterar Tamanho da Fonte Acesse o nosso perfil no Facebook Acesse o nosso perfil no Instagram Acesse a nossa conta do X Acesse o nosso perfil no YouTube Acesso o nosso perfil no LinkedIn

Amamentação: guia sobre direitos e como superar dificuldades

Amamentar depende de muito mais do que a vontade da mãe. Afinal, exige informação, apoio e direitos garantidos. É exatamente essa a reflexão do Agosto Dourado 2026, mês dedicado ao incentivo ao aleitamento materno no Brasil por lei federal. Entenda a importância da amamentação para a mãe e o bebê.

O tema da campanha deste ano, definido pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento (WABA), é: “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortalecer o que funciona.”

Portanto, o chamado é para que governos, profissionais de saúde, empresas e famílias ampliem o apoio a quem amamenta.

O que é o Agosto Dourado e qual o seu significado?

O Agosto Dourado foi instituído no Brasil por lei federal como o mês oficial de incentivo ao aleitamento materno. A cor dourada representa o padrão-ouro de qualidade do leite materno.

Além disso, a Semana Mundial da Amamentação vai de 1 a 7 de agosto e é reconhecida em mais de 170 países pela OMS e pelo UNICEF.

Por que a amamentação importa? Benefícios para o bebê e para a mãe

A amamentação não é apenas uma escolha nutricional; é uma intervenção de saúde pública comprovada pela ciência. Por isso, quando analisamos os números, fica claro por que a proteção ao aleitamento é tão urgente:

Benefícios para o bebê:

Benefícios para a mãe:

Além do impacto direto na saúde física de ambos, a amamentação constrói um vínculo afeto-emocional profundo entre mãe e filho. Nesse sentido, o contato pele a pele contínuo, a troca de olhares e a liberação de hormônios do bem-estar durante a mamada promovem o apego seguro. Como consequência, acalmam o bebê, reduzem o estresse materno e fortalecem o desenvolvimento emocional da criança para a vida toda.

O que os dados mostram: o Brasil avançou, mas a meta ainda não foi atingida

Em 1986, mães brasileiras amamentavam exclusivamente apenas 3% das crianças menores de seis meses. Hoje esse índice chega a 45,8%, segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI 2021), da UFRJ, com apoio do Ministério da Saúde.

Trata-se de um avanço real. No entanto, o país não atingiu a meta de 50% estabelecida pela OMS para 2025.

Atualmente, a meta para 2030 é de 70%. Por isso, o tema da campanha de 2026 aponta o caminho: identificar o que já funciona em políticas públicas e redes de apoio para fortalecer essas iniciativas.

Em 2023, o SUS atendeu mais de 1,6 milhão de mulheres com dificuldades de amamentação, segundo o Ministério da Saúde. Portanto, ter dificuldade é comum. Assim, buscar ajuda é o caminho certo.

dados: ENANI-2019/2021 do Ministério da Saúde/UFRJ

Até quando amamentar: o que recomenda o Ministério da Saúde

A orientação oficial é o leite materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida. Afinal, exclusivo significa cortar:

Por essa razão, qualquer complemento, mesmo água, já muda essa categoria.

Depois dos 6 meses, a amamentação pode continuar junto com outros alimentos. Dessa forma, a recomendação é mantê-la até os 2 anos ou mais, pelo tempo que mãe e bebê quiserem.

Vale ressaltar que o leite materno não perde valor com o tempo. Ou seja, o bebê deve mamar sempre que quiser, sem horários rígidos. Isso se chama livre demanda e estimula a produção de leite de forma natural.

O que fazer se estiver com dificuldade para amamentar

Dor, fissuras e a sensação de que o leite é pouco são as razões mais comuns para o desmame precoce. Contudo, a maioria tem solução quando identificada cedo.

“É normal sentir um desconforto inicialmente, afinal, o bebê nunca sugou tanto o bico do seio assim. Dor não é normal”, explica Karla Fuentes, especialista em amamentação, doula e terapeuta.

Nesse sentido, ela aponta a pega incorreta como a causa mais frequente de fissura: “Doeu? Tira e recomeça. Uma mamada com a pega errada pode causar fissuras enormes.”

Sobre o medo de ter leite insuficiente, ela é direta:  “A melhor prevenção é a informação.”

Afinal, a própria demanda do bebê produz o leite. Ou seja: quanto mais o bebê mama, mais leite o corpo produz.

A PROTESTE conversou com Karla sobre as principais dúvidas de mães de primeira viagem. Leia a entrevista completa.

Entretanto, se a dificuldade persistir, os caminhos disponíveis são:

Seus direitos como mãe que amamenta no trabalho

Voltar ao trabalho e continuar amamentando é possível. Por exemplo, a CLT garante duas pausas de 30 minutos por dia para amamentação até o bebê completar 6 meses.

Esse tempo pode ser usado para amamentar ou para ordenhar leite. Além disso, empresas com 30 ou mais mulheres são obrigadas a ter um espaço adequado, com higiene e privacidade.

Portanto, se a empresa não cumprir, é possível reclamar. Da mesma forma, se o plano de saúde negar coberturas do pós-parto, a ANS é o canal oficial. A PROTESTE pode ajudar a organizar a reclamação e acompanhar a resposta.

A PROTESTE

Gostou do conteúdo? Então, continue no MinhaSaúde para acompanhar outros artigos relevantes sobre bem-estar e saúde. Além disso, não deixe de visitar os blogs ConectaJá e SeuDireito. Mantenha-se informado sobre as novidades em tecnologia e os seus direitos como consumidor.

E lembre-se: caso você enfrente qualquer problema com empresas acesse a plataforma Reclame.  O canal é totalmente gratuito para e busca mediar sua queixa diretamente com os fornecedores, através de soluções amigáveis e ágeis.

Por outro lado, para quem busca uma proteção ainda mais reforçada, o Serviço de Defesa do Consumidor surge como um benefício exclusivo para associados. Esse serviço oferece orientação jurídica especializada e intervenção extrajudicial direta. Nossos especialistas resolvem, inclusive, impasses de consumo sem a necessidade de acionar a justiça. Portanto, garanta o seu suporte agora mesmo: Associe-se.