Medidores de pressão: qual usar?

Medidores de pressão: qual usar?

O mercado oferece vários modelos e tecnologias, mas o consumidor precisa se sentir confortável com sua escolha

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a pressão alta mata diariamente 388 pessoas no Brasil. Para evitar a doença, é fundamental levar uma vida saudável, com exercícios físicos e dieta equilibrada. A mudança no estilo de vida também requer a aferição da pressão regularmente. A indicação do MS é que as pessoas acima de 20 anos realizem a medição ao menos uma vez por ano ou duas, se houver casos de hipertensão na família.

Como muitas pessoas necessitam fazer o monitoramento em casa, a PROTESTE testou 11 modelos digitais automáticos de esfigmomanômetros ou medidores de pressão, como são chamados popularmente. “Os resultados foram bem satisfatórios e ainda constatamos que os medidores de pressão de braço são equivalentes aos de pulso, o que desmistifica a superioridade dos primeiros. Com isso, o consumidor pode optar pelo modelo que achar mais prático e que o deixe mais confortável”, afirma Soraya Margem, especialista PROTESTE.

Tipos de aparelhos

 Antes de comprar um medidor de pressão, o consumidor deve avaliar as características de cada modelo oferecido pelo mercado. A PROTESTE testou aparelhos digitais, mas existem também os aneroides, mais utilizados por profissionais da saúde. Veja as principais diferenças entre os dois:

Aneroides – Muito comum em hospitais e clínicas, o aparelho é composto por uma “pera” para inflar a braçadeira, uma válvula de controle da desinflação, um manômetro aneroide para medir a pressão e braçadeira. É usado junto com um estetoscópio e utiliza o método auscultatório. Fornece boas mensurações da pressão arterial, mas precisa ser calibrado frequentemente.

Digitais São compostos de monitor e braçadeira, utilizam o método oscilométrico e podem ser automáticos ou semiautomáticos – neste caso, possuem também “pera” insufladora. Há modelos de braço e de pulso. Como o seu manuseio é fácil, eles são muito usados em domicílio. Mas têm as seguintes desvantagens: é difícil manter a calibração e a manutenção pode ser tão cara que vale mais a pena comprar um novo aparelho.

Recursos tecnológicos

Há ainda medidores de pressões mais diferenciados, com design elegante, mais compactos, com mais funções como os que detectam batimentos cardíacos, geram gráfico de nível de hipertensão, dividem o armazenamento das leituras entre dois usuários, possuem alarmes sonoros e mais de uma fonte de energia. O mercado também oferece alguns aparelhos com recursos tecnológicos diferenciadas como:

  • Tecnologia MAM (Microlife Average Mode), que faz 3 aferições da pressão arterial e expressa a média como resultado.
  • Tecnologia PAD (Pulse Arrhythmia Detection), que faz detectação de irregularidades dos batimentos cardíacos.
  • Tecnologia de “Posicionamento correto”, que possui um sensor que garante o correto uso do aparelho.
  • Tecnologia com “Sensor inteligente de inflação de braçadeira”, que infla o manguito de acordo com o tipo de braço do usuário, proporcionando mais conforto e precisão nos resultados.
  • Tecnologia de “Movimento corporal”, que indica se o dispositivo foi bem colocado e se há movimento do braço durante a aferição.

“Vale destacar que quanto mais funcionalidades, maior o custo do produto. Portanto, é importante avaliar se o recurso realmente é necessário e, se de fato, será utilizado pelo usuário”, alerta a especialista.

Quer conhecer o resultado do teste de aparelho de pressão? Associe-se