Quais são as fraudes mais comuns nos azeites?

Quais são as fraudes mais comuns nos azeites?

Irregularidade mais habitual é a adição de azeite lampante ou de outros óleos vegetais de menor valor comercial.

O azeite de oliva é o produto obtido através do processamento do fruto da oliveira, a azeitona. Para que ele mantenha a qualidade, existem inúmeras exigências para o processo de fabricação e comercialização. Uma delas é que o produto não apresente mistura com nenhum outro tipo de óleo vegetal. No entanto, algumas marcas acabam cometendo fraudes e vendendo azeites fora dos padrões necessários.

Diversos estudos realizados pela PROTESTE indicam que há lotes de marcas adicionadas com outros óleos sendo comercializadas como azeite de oliva extravirgem. A fraude mais habitual é a adição de azeite lampante ou de outros óleos vegetais de menor valor comercial. O azeite lampante tem cheiro forte e acidez elevada, extraído de azeitonas deterioradas ou fermentadas e não deve ser destinado à alimentação. Para ser consumido deve ser refinado, quando passa a ser classificado como azeite de oliva refinado.

Quais os tipos de fraudes mais comuns nos azeites?

Por mais que a prática de vender um produto misturado como azeite de oliva puro não traga riscos à saúde do consumidor, ela permite que tal fabricante exerça uma concorrência desleal no mercado, conseguindo preços mais competitivos para seu produto, além de lesar o consumidor, que compra a mistura como se fosse azeite de oliva, mas acaba sem usufruir os seus benefícios.

Os tipos de fraudes nos azeites em geral incluem adição de outros óleos vegetais e/ou animais, óleos vegetais parcialmente hidrogenados, óleos vegetais submetidos à remoção de esteróis (desterolizados) e óleos reesterificados. A complexidade que envolve a composição dos diferentes tipos de azeite de oliva, bem como as consequências dos processos de refinação, hidrogenação e reesterificação torna a detecção da adulteração, muitas vezes, um problema de difícil solução. Por isso, vários índices são recomendados para a verificação da pureza do azeite de oliva.

Vale lembrar que, segundo Instrução Normativa do MAPA, os produtos considerados azeite de oliva virgem do tipo lampante, “não pode ser destinado diretamente à alimentação humana, porém poderá ser refinado para enquadramento no grupo azeite de oliva ou no grupo azeite de oliva refinado, ou, ainda, destinado a outros fins que não seja para alimentação humana”.

Por isso, fique atento. Confira os resultados do último teste da PROTESTE e veja quais as marcas indicadas para consumo.