Tratamento de transtorno mental usa artesanato como ferramenta

Tratamento de transtorno mental usa artesanato como ferramenta

Programa Caco Terapêutico, do Instituto de Saúde Mental (ISM), do Distrito Federal, oferece tratamento para pacientes de transtorno mental

Pacientes que passam por tratamento de transtorno mental têm agora uma possibilidade de melhorar a qualidade de vida e criar uma nova fonte de renda. Isso é possível por meio do programa Caco Terapêutico, da Rede de Atenção Psicossocial do Distrito Federal, que promove oficinas de artesanato com pessoas nessas condições. O projeto é do Instituto de Saúde Mental (ISM), da Secretaria de Saúde.

Nas aulas, os pacientes utilizam tecidos, pastilhas de vidro e pedaços de cerâmica, e produzem peças de tapeçaria, pintura, desenho e mosaico, por exemplo. Os produtos finais dos artesanatos são vendidos em feira e eventos na capital.

Transformando transtorno mental em arte

As oficinas começaram em 2006, mas há quatro anos o projeto ganhou nome e foi se aprofundando. Atualmente, cerca de 40 pacientes participam do Caco Terapêutico, que possui atividades todos os dias. Quando as artes são vendidas, parte do valor fica com os pacientes criadores dos trabalhos e uma parcela fica com o projeto, para compra materiais.

“O que mostramos aqui é que o lixo, como restos de tecido e pedaços de cerâmica, representa o transtorno mental. E quando estes materiais são transformados em arte, passam a ter mais valor. É isso o que acontece aqui com as pessoas”, explica a técnica de enfermagem e responsável pelo projeto, Cássia Maria.

A arte produzida pelos pacientes também é objeto de estudo dos enfermeiros. Desse modo, eles percebem o uso das cores e formatos para identificar o estado de saúde psicológica dos alunos. “Muitos chegam cabisbaixos. Preferem usar preto e branco ou fazem uma mistura exagerada de cores, mostrando esse desequilíbrio. Mas, em pouco tempo, já trabalham de forma mais organizada, com as cabeças levantadas e mais felizes”, exemplifica Cássia.

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