O Brasil avança em tecnologias médicas, terapias personalizadas e centros de excelência. No entanto, o país ainda não consolidou uma cultura de prevenção eficiente. Como anda seu check-up médico? Embora o Dia Mundial da Saúde reforce essa discussão, o cuidado preventivo deve ser uma prioridade durante todo o ano.
Uma pesquisa do Grupo Bradesco Seguros, em parceria com o Instituto Locomotiva (2024), revelou dados alarmantes.
Segundo o estudo, mais da metade dos brasileiros só procura atendimento médico quando enfrenta um problema grave ou sente um incômodo significativo. Entre os homens, o comportamento é ainda mais frequente: 60% só buscam ajuda diante de sintomas graves. Além disso, apenas 43% dos entrevistados realizam consultas periódicas.
O check-up na medicina moderna
Diante desse cenário, o check-up é essencial para mudar a realidade da saúde nacional. Atualmente, a medicina baseada em evidências e centrada no paciente não busca apenas a cura, mas foca em evitar que a doença aconteça. Por isso, compreender quais exames fazer é o primeiro passo para garantir a longevidade.
O médico Adriano Faustino, referência em medicina integrativa, explica o conceito: “O check-up é uma avaliação médica preventiva e personalizada, cujo objetivo é identificar precocemente fatores de risco e doenças ainda em estágios iniciais”.
Os tipos mais comuns de avaliação:
- Check-up geral: foca na avaliação clínica e laboratorial básica.
- Ocupacional: exigido pelo trabalho para avaliar a aptidão física do funcionário.
- Esportivo: voltado para atletas, analisando performance e riscos cardiovasculares.
- Integrativo e funcional: analisa marcadores metabólicos, hormonais, inflamatórios e a saúde intestinal.
Por que não esperar pelos sintomas?
Muitas doenças se desenvolvem de forma silenciosa e esse é o ponto central da prevenção. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 66% dos diagnósticos de câncer no Brasil ocorrem após os 40 anos. Consequentemente, essa etapa da vida exige decisões preventivas mais rigorosas.

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“Grande parte das doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, pode evoluir silenciosamente por anos. Quando os sinais aparecem, muitas vezes o processo já está avançado”, destaca o Dr. Faustino. Portanto, o check-up preventivo permite agir antes da manifestação clínica, aumentando as chances de cura.
Doenças silenciosas que a rotina pode descobrir:
- Hipertensão arterial e diabetes (ou pré-diabetes).
- Dislipidemias (colesterol e triglicérides altos).
- Doenças hepáticas iniciais, como a esteatose.
- Osteopenia, osteoporose e doenças da tireoide.
Exames laboratoriais básicos
Para uma avaliação eficaz, o médico solicita um conjunto básico de exames. “Hemograma, glicemia, perfil lipídico, função renal e hepática, exame de urina, dosagem de vitamina D e hormônios da tireoide são indispensáveis”, afirma o especialista. Além disso, a abordagem funcional pode incluir marcadores inflamatórios, como a proteína C reativa.
Lista de exames indispensáveis:
- Hemograma completo e Glicemia de jejum.
- Perfil lipídico (Colesterol total, HDL, LDL e Triglicérides).
- Função renal e Hepática (TGO, TGP, GGT).
- Exame de urina e Dosagem de vitamina D.
- Hormônios básicos (TSH e T4 livre).
Exames de imagem e testes funcionais
Os exames de imagem também compõem a rotina preventiva. Por exemplo, a ultrassonografia abdominal avalia órgãos como fígado, rins e pâncreas. Da mesma forma, mulheres a partir dos 40 anos devem realizar a mamografia ou ultrassom de mamas.
O Dr. Faustino reforça a importância dos testes funcionais: “O teste ergométrico avalia o sistema cardiovascular; a espirometria é indicada para fumantes e asmáticos; e o eletrocardiograma deve ser feito rotineiramente, principalmente em homens após os 40 e mulheres após os 50 anos”.
Principais exames de imagem recomendados:
- Ultrassonografia abdominal: avalia a saúde dos órgãos internos.
- Mamografia: essencial para mulheres acima dos 40 anos.
- Densitometria óssea: indicada para mulheres na pós-menopausa e homens após os 60.
- Colonoscopia: recomendada a partir dos 50 anos (ou antes, se houver histórico familiar).
Periodicidade: quando começar?
A frequência dos exames varia conforme a idade e o perfil de risco. Em suma, o Dr. Faustino orienta os seguintes intervalos:
- Até os 30 anos: a cada dois ou três anos para jovens saudáveis.
- Entre 30 e 40 anos: intervalo de um a dois anos.
- Após os 40 anos: o ideal é realizar o check-up anualmente.
Embora o clínico geral seja a “porta de entrada”, outros especialistas também desempenham papéis fundamentais. Esta é a primeira reportagem do “Especial check-up”. No próximo mês, publicaremos a segunda matéria da série, detalhando como personalizar a prevenção de acordo com a sua idade.
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