Neste mês de janeiro, a Anvisa determinou o recolhimento de lotes específicos de remédios no Brasil. Essa medida ocorreu devido a irregularidades que vão desde erros de embalagem até a circulação de produtos falsificados.
Portanto, sempre que isso acontece, surge a mesma dúvida: “Será que o remédio que eu tenho em casa é seguro?”. Saiba que entender como funcionam esses alertas é fundamental para proteger a sua saúde.
O que significa, na prática, o recolhimento de um remédio?
Recolher um produto não indica que a marca é ruim ou que o sistema falhou. Pelo contrário, esse processo mostra que a vigilância sanitária funciona bem. Trata-se, na verdade, de uma ação preventiva para evitar que um item fora do padrão chegue até você.
Além disso, a decisão raramente afeta todos os produtos da marca. Na maioria das vezes, a interrupção atinge apenas lotes específicos, identificados por número, data de fabricação e validade.
Medicamentos recolhidos em janeiro: confira os lotes
A Anvisa suspendeu a venda e o uso dos seguintes itens. Isso aconteceu por erros de embalagem ou suspeita de falsificação:
Pantoprazol 40 mg (Tratamento gástrico)
- Lote: OA3169 | Fabricante: MedQuímica
- O problema: A empresa notou que algumas caixas continham outro remédio (Hidroclorotiazida 25 mg). Por isso, o risco é ingerir a medicação errada por engano.
Alektos 20 mg (Antialérgico)
- Lote: 569889 | Fabricante: Cosmed
- O problema: Houve troca de embalagem. Nesse caso, o consumidor poderia tomar o remédio Nesina (para diabetes) no lugar do antialérgico.
Lotes Falsificados (Cuidado redobrado)
Ademais, a Anvisa proibiu lotes de remédios de alto custo. As empresas oficiais informaram que não fabricaram esses produtos:
- Imbruvica (Câncer): Lotes NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00.
- Mounjaro (Diabetes): Lote D838878.
- Voranigo (Tumores cerebrais): Lote FM13L62.
Como chega a informação
Embora a Anvisa utilize canais oficiais, a notícia nem sempre alcança o paciente no tempo ideal. Isso ocorre porque os comunicados usam termos muito técnicos. Além do mais, poucas pessoas consultam o portal do governo diariamente.
Como resultado, a conferência manual do lote ainda é o método mais seguro para você não correr riscos.
Como conferir se seu remédio é seguro
Segundo o Dr. Rafael Espinhel, consultor da Sincofarma/SP, você pode seguir três passos simples para se proteger:
- Acesse o portal da Anvisa: Procure a área de “Recall Sanitário”.
- Guarde a caixa original: Pois nela você encontra o número do lote. Sem a embalagem, fica difícil checar a segurança.
- Fique atento na farmácia: Visto que muitos locais fixam alertas no balcão de atendimento.
Encontrei um lote afetado. E agora?
Se o seu remédio estiver na lista, a regra é clara: pare o uso na mesma hora. De acordo com a lei, o fabricante deve realizar o recolhimento. Então, entre em contato com o SAC do laboratório ou vá até a farmácia para pedir a troca ou o dinheiro de volta.
Atenção: Se você faz tratamento contínuo, converse com seu médico antes de interromper. Assim, ele indicará um substituto seguro.
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