A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou a fiscalização e realizou uma série de ações importantes, proibindo suplementos irregulares e recolhendo produtos alimentícios em todo o país. O órgão divulgou as medidas entre novembro e dezembro depois de identificar riscos sérios à saúde, falta de registro obrigatório e o uso de ingredientes não autorizados.
Posto isso, entre os itens suspensos estão: suplementos que continham ora-pro-nóbis, alimentos com creatina adicionada de forma inadequada, produtos com proteína vegetal que a Anvisa ainda não avaliou e, por fim, um vinagre de maçã que omitia um aditivo no rótulo.
Ora-pro-nóbis em Suplementos Está Proibido
Um dos principais focos da ação fiscal foi o uso da planta ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) em suplementos. Portanto, é importante lembrar que a Anvisa proibiu o uso da planta em abril, já que não existem evidências científicas que comprovem sua segurança e eficácia.
Apesar da proibição, o órgão ainda encontrou produtos com o ingrediente no mercado. Sendo assim, a Anvisa determinou a apreensão e suspensão imediata de:
- Erenobis: vendido como 100% natural e energético, continha ora-pro-nóbis e era comercializado sem registro.

- Prosatril / Prostatril: produtos da MS Comércio de Produtos Naturais Ltda. Além disso, alegavam propriedades terapêuticas proibidas e apresentavam informações falsas sobre o registro.

A Anvisa determinou que todos os lotes desses suplementos não podem ser vendidos, distribuídos, fabricados, importados ou consumidos.
Anvisa Proíbe Óliver Turbo e Outros Suplementos Sem Registro
Outro produto que a fiscalização mirou foi o Óliver Turbo, fabricado pelo Instituto Oliver Cursos Preparatórios Ltda. A Anvisa determinou:
- Apreensão de todos os lotes;
- Suspensão da fabricação, divulgação e comercialização.

O suplemento era divulgado como um potencializador de foco e concentração, o que é ilegal, visto que suplementos não podem fazer alegações terapêuticas. Para completar, o produto não tinha registro ou notificação na agência.
Creatina em Alimentos Comuns? Também Não Pode
A Anvisa também recolheu produtos que continham creatina adicionada em alimentos convencionais, algo que as normas atuais não permitem.
Neste caso, foram retirados do mercado:
- Picolés de açaí, guaraná e canela da marca Linha Suplementar (JMJ RE Torres).

A creatina só tem uso autorizado em suplementos destinados a adultos. Portanto, não se pode incluí-la em sorvetes, bebidas ou qualquer alimento comum.
Produto com Proteína Vegetal Não Avaliada é Suspenso
Ademais, o órgão determinou o recolhimento do Pó para preparo de bebida vegetal Livestrong/Essential Nutrition, produzido pela INP Indústria de Alimentos Ltda.

O motivo? A presença do ingrediente Peptistrong — uma proteína hidrolisada de fava que não passou por uma avaliação de segurança para consumo em alimentos no Brasil.
Anvisa Proíbe Vinagre de Maçã Devido a Aditivo Não Declarado
A fiscalização também identificou irregularidades no vinagre de maçã da marca Castelo. No entanto, o produto apresentava:
- Concentração de 340,65 mg/kg de dióxido de enxofre.

Ausência dessa informação no rótulo, o que viola normas de rotulagem e segurança.
A Anvisa proibiu o vinagre para venda, distribuição e uso até que a empresa regularize a formulação e o rótulo.
Setor de Suplementos Lidera Denúncias Sanitárias
Segundo a Anvisa, os suplementos alimentares têm apresentado um alto índice de irregularidades. De fato, entre 2020 e 2025, 63% dos processos de investigação que a agência abriu envolveram esse tipo de produto.
Para garantir sua segurança, a agência recomenda:
- Verifique sempre o número de registro na embalagem.
- Em seguida, utilize a opção “busca avançada” no site da Anvisa para checar a autenticidade da regularização.
- Se o produto não aparecer na base de dados, não compre — ele pode estar irregular.
As ações recentes reforçam que a Anvisa proíbe qualquer produto que coloque em risco a saúde do consumidor, seja por falta de registro, composição irregular ou alegações falsas. Diante do aumento de denúncias e infrações no mercado de suplementos, o órgão intensificou a fiscalização para garantir maior transparência e segurança.
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