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Verão e Intoxicação Alimentar: Pequenos cuidados para manter o mal-estar longe do seu prato

Você já sentiu aquele mal-estar súbito após uma refeição? Não é coincidência que os casos de intoxicação alimentar aumentem tanto nos dias de calor. No Brasil, a rotina corrida nos leva a comer na rua com frequência e, com as temperaturas lá no alto, qualquer descuido no armazenamento vira o cenário ideal para a multiplicação de bactérias.

Segundo o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz), as doenças transmitidas por alimentos (DTAs) são ocorrências comuns, mas que ainda geram muitas dúvidas. O grande perigo, na verdade, mora no desconhecimento: muitas vezes ignoramos os sinais iniciais e demoramos a buscar ajuda, o que pode levar a quadros graves de desidratação.

Cuidados que antecipam o preparo em sua casa são fundamentais. Mas caso aconteça em sua cozinha ou em algum restaurante, identifique os sintoma saiba os cuidados necessários.

Por que a comida estraga tão rápido no calor?

De acordo com a nutricionista Tatiana Zanin, a intoxicação ocorre quando ingerimos toxinas de bactérias, vírus ou fungos presentes na comida. O problema é que essa contaminação pode acontecer em qualquer etapa, desde o transporte até o preparo final.

Além disso, o calor atua como um acelerador. Um alimento que deveria estar refrigerado, se esquecido na bancada da cozinha, atinge a “zona de perigo” em pouquíssimo tempo. Por isso, é fundamental ficar atento a situações cotidianas que aumentam o risco, tais como:

Identificando os sinais: é intoxicação ou apenas um mal-estar?

Os sintomas costumam aparecer poucas horas após a ingestão, mas em alguns casos podem levar até dois dias para dar as caras. No entanto, independentemente do tempo, o corpo costuma reagir de forma bastante clara. Os sinais mais frequentes que você deve observar incluem:

Quando a situação exige um médico?

Muitas pessoas confundem a intoxicação com uma virose passageira. Apesar de a maioria dos casos leves se resolver em dois ou três dias com repouso e hidratação, existem sinais de alerta que não podem ser ignorados. Portanto, procure uma unidade de saúde imediatamente se notar:

Dica de Especialista: Para crianças, idosos e gestantes, a margem de segurança é menor. Nesses grupos, qualquer sintoma, mesmo que pareça leve, justifica uma avaliação médica precoce.

Como prevenir e cuidar da sua saúde

A prevenção começa nos pequenos detalhes da cozinha. Por exemplo, você sabia que em dias muito quentes o tempo seguro para um alimento ficar fora da geladeira cai para apenas uma hora? Para evitar sustos, tente adotar estes hábitos:

Por fim, lembre-se: se o mal-estar bater, a regra de ouro é a hidratação. Como explica a nutri Tatiana Zanin, aumentar os líquidos ajuda o corpo a eliminar as toxinas mais rapidamente. Evite a automedicação, especialmente antibióticos ou remédios que “prendem” o intestino, pois eles podem reter as bactérias no seu organismo por mais tempo.

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