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Gripe ou resfriado? Descubra as diferenças dos sintomas

A princípio, a dúvida entre gripe ou resfriado aparece todo ano com a chegada do frio. Afinal, é nesse período que sintomas como tosse, febre, nariz escorrendo e dor no corpo começam a circular de forma mais intensa entre famílias, escolas e ambientes de trabalho.

Em 2026, por exemplo, o tema ganhou urgência extra. Isso porque o boletim InfoGripe da Fiocruz registrou o aumento das hospitalizações por influenza A e B e vírus sincicial respiratório (VSR) em diversas regiões do Brasil. Desse modo, na Semana Epidemiológica 23, o VSR respondeu por 51,4% dos casos positivos de síndrome respiratória aguda grave no país.

Por conta disso, o Ministério da Saúde reforçou a vacinação contra a gripe e listou a higiene das mãos, a etiqueta respiratória e a ventilação dos ambientes como medidas essenciais de prevenção. No entanto, a vacina da gripe não protege contra todos os quadros respiratórios. Além disso, sintomas parecidos podem indicar condições diferentes, incluindo a dengue.

Gripe ou resfriado: qual é a diferença?

Embora a gripe e o resfriado sejam infecções respiratórias, os dois quadros não se comportam da mesma forma. Portanto, vale a pena detalhar cada um deles.

Sintomas da gripe

A gripe é causada pelo vírus influenza. Segundo o Ministério da Saúde, seus sintomas incluem:

De fato, o início do quadro costuma ser súbito e o impacto no estado geral do paciente é maior.

Sintomas do resfriado

Por outro lado, o resfriado tende a ser mais leve. Ele provoca coriza, espirros, nariz entupido e dor de garganta, mas raramente afeta o corpo todo de forma intensa. Além disso, a febre, quando aparece, é mais baixa.

Na prática, os sintomas podem se sobrepor. Com efeito, a gripe chama mais atenção pelo início abrupto, febre alta, dor no corpo intensa e prostração. Já o resfriado, por sua vez, costuma ficar concentrado apenas no nariz e na garganta.

Por que gripe e resfriado aumentam no inverno?

Certamente, o aumento de casos tem relação direta com o comportamento das pessoas e com a circulação dos vírus respiratórios.

Com o frio, visto que as janelas ficam fechadas, a ventilação diminui e o tempo em ambientes internos aumenta. Assim, locais como escolas, transportes públicos, escritórios e casas com pouca circulação de ar facilitam a transmissão.

Ademais, os vírus respiratórios se espalham por gotículas eliminadas ao falar, tossir ou espirrar, além de mãos e superfícies contaminadas. Como resultado, em 2026, o InfoGripe apontou 11 unidades federativas em nível de alerta, risco ou alto risco para síndrome respiratória aguda grave nas primeiras semanas de junho.

Quando procurar atendimento por gripe ou resfriado?

Em primeiro lugar, a maior parte dos casos melhora com repouso, hidratação e acompanhamento dos sintomas. Alguns sinais, porém, indicam que a pessoa não deve esperar para buscar ajuda médica.

Portanto, procure atendimento imediato se houver:

Atenção aos grupos de risco: Crianças pequenas, idosos, gestantes, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas, respiratórias ou cardíacas têm maior risco de complicações. Nesses grupos, por analogia, a atenção deve ser redobrada mesmo quando os sintomas parecem leves.

A vacina da gripe evita o resfriado?

Não. A vacina da gripe protege contra o vírus influenza, e não contra todos os vírus respiratórios existentes.

Por isso, uma pessoa pode se vacinar contra a gripe e, ainda assim, apresentar coriza, dor de garganta ou tosse causada por outro vírus. Isso, contudo, não significa que a vacina não funcionou.

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação é de fato uma das medidas mais eficazes para evitar casos graves e óbitos por influenza. Todavia, a composição da vacina é atualizada periodicamente porque o vírus sofre mutações frequentes. Acesse os portais oficiais das prefeituras ou secretarias de saúde da sua cidade e confira o calendário. 

Gripe, Covid-19 e resfriado podem parecer iguais?

Sim, com certeza. Afinal, sintomas como tosse, febre, dor no corpo, dor de garganta e cansaço aparecem em diferentes infecções respiratórias.

Para orientar a avaliação, o contexto ajuda a esclarecer o quadro:

Por consequência, os testes diagnósticos podem ser indicados para quem tem maior risco de complicações, trabalha com grupos vulneráveis ou apresenta sintomas mais intensos. Em suma, o ponto central é evitar a automedicação e observar a evolução. Se a febre persistir ou a falta de ar aparecer, busque atendimento imediatamente.

Dengue, zika e gripe: quando os sintomas confundem

Do mesmo modo, nem toda febre com dor no corpo no inverno é sinal de gripe. Em muitas regiões do Brasil, a dengue, a zika e a chikungunya também circulam no mesmo período de aumento das doenças respiratórias.

Para esclarecer, o Ministério da Saúde explica as principais diferenças:

Como se sabe, a dengue, a zika e a chikungunya são transmitidas por mosquitos do gênero Aedes. A zika costuma causar manchas vermelhas, coceira, febre baixa e dor nas articulações. Já a chikungunya se destaca pelas dores intensas nas articulações, que podem persistir por semanas.

Obviamente, essa diferenciação não deve ser usada para um autodiagnóstico em casa, mas ajuda a identificar o momento de buscar avaliação médica. Assim, se houver febre alta, manchas na pele, sangramentos, vômitos persistentes, dor abdominal intensa ou piora rápida do estado geral, a busca por atendimento é urgente.

Como reduzir o risco de infecções respiratórias no inverno

Com o intuito de prevenir o contágio, algumas medidas simples ajudam a reduzir a transmissão da gripe e de resfriados:

Crianças e idosos: quando a atenção precisa ser maior

Sem dúvida, as crianças pequenas e os idosos figuram entre os grupos de maior preocupação durante a circulação de vírus respiratórios.

Em crianças, merecem atenção: Respiração rápida, dificuldade para se alimentar, sonolência excessiva, febre persistente e piora do estado geral.

Em idosos, a gripe se manifesta de forma menos típica: Às vezes, a piora aparece como fraqueza, confusão mental, quedas, falta de apetite ou descompensação de doenças crônicas pré-existentes. Logo, esperar demais para buscar ajuda pode aumentar o risco nesses dois grupos.

O que observar antes de se automedicar

Por fim, em quadros leves, muitas pessoas recorrem a antigripais, analgésicos ou descongestionantes. No entanto, nem todo medicamento é indicado para qualquer quadro de saúde.

Quem tem hipertensão, doenças cardíacas, glaucoma, doenças renais, além de gestantes, crianças e idosos, deve ter cuidado redobrado com medicamentos sem orientação médica.

Importante: Antibióticos não tratam gripe nem resfriado, que são causados por vírus. Portanto, usá-los sem prescrição não resolve o problema e pode trazer riscos graves à saúde.

Em caso de suspeita de dengue, o Ministério da Saúde orienta, por conseguinte, a procurar atendimento para avaliação adequada antes de tomar qualquer medicamento.

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