Por que não confiar em influenciadores digitais fitness

Por que não confiar em influenciadores digitais fitness

Pesquisa apontou que a maioria dos influenciadores digitais fitness não fornece as informações adequadas sobre treino e alimentação

Você baseia sua alimentação e planeja suas atividades físicas de acordo com o que aprende na internet? Então é melhor ficar atento com o que anda vendo dos influenciadores digitais fitness.

De acordo com pesquisadores da Universidade de Glasgow,  apenas uma em cada nove celebridades digitais que atuam como influenciadores fitness dão conselhos realmente corretos. A notícia foi publicada no O Globo online.

Para chegar a esse resultado, o estudo analisou o comportamento das figuras digitais mais populares do Reino Unido, que dão conselhos sobre dietas e condicionamento físico. Os pesquisadores avaliaram se as alegações de saúde e de dieta feitas pelos influenciadores eram transparentes, confiáveis, nutricionalmente sólidas e incluíam referências baseadas em evidências.

Também foram examinadas as últimas 10 receitas de refeição de cada blog. Assim, o estudo verificou os índices de energia, carboidratos, proteína, gordura, gordura saturada, fibras, açúcar e sal.

As análises mostraram que os influenciadores faziam sugestões baseada na opinião pessoal, e não em evidências. De acordo com Christina Sabbagh, uma das autoras do estudo, esses blogueiros são potencialmente prejudiciais pois atingem um público amplo.

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Não há evidências nem informações nutricionais

A pesquisa apontou ainda que, em muitos casos, os chamados influencers não forneceram informações nutricionais. Os blogueiros também deixaram de explicar os critérios de metas e consumo de calorias que adotaram.

Com isso, a conclusão foi que os canais na internet não são fontes confiáveis para quem pretende controlar o peso.

“Descobrimos que a maioria dos blogs não pode ser considerada uma fonte confiável de informações sobre o controle de peso, já que muitas vezes apresentam opiniões como se fossem fatos. Além disso, não cumprem os critérios nutricionais do Reino Unido”, disse a cientista.

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