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Diabetes no Brasil: sintomas, tipos e como diagnosticar

O diabetes afeta hoje quase 13% dos adultos brasileiros — e o número não para de crescer. De acordo com a pesquisa Vigitel 2025, do Ministério da Saúde, o diagnóstico médico da doença entre adultos aumentou 135% entre 2006 e 2024, saltando de 5,5% para 12,9% da população.

No mesmo período, outras condições ligadas ao diabetes também avançaram:

Como esses problemas frequentemente aparecem juntos, eles elevam o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Por isso, o Dia Nacional do Diabetes (26 de junho) reforça a importância do diagnóstico precoce. Afinal, a principal questão não é apenas checar se você tem sintomas, mas entender quando vale a pena investigar a doença, mesmo sem sentir nada diferente.

Info cenário diabetes no Brasil

Por que o diabetes no Brasil cresceu tanto ?

O avanço da doença acompanha diretamente as mudanças no perfil de saúde dos brasileiros. Portanto, o envelhecimento da população, o sedentarismo, o excesso de peso e a alimentação desequilibrada compõem o cenário ideal para o desenvolvimento do problema.

Segundo o Ministério da Saúde, o diabetes é uma doença crônica não transmissível ligada à produção insuficiente ou à má absorção de insulina (o hormônio que regula a glicose no sangue). Quando a glicose fica elevada por muito tempo, órgãos e sistemas do corpo sofrem danos. Desse modo, o diabetes não deve ser tratado apenas como “açúcar alto”, mas sim como uma condição que exige diagnóstico, acompanhamento e cuidado contínuo.

Diabetes tipo 1, tipo 2, gestacional e pré-diabetes: as diferenças

Quais sintomas podem indicar diabetes?

O diabetes pode se desenvolver de forma silenciosa, especialmente no tipo 2. Ainda assim, preste atenção se estes sinais aparecerem de forma persistente:

Importante: esses sintomas não confirmam o diagnóstico por si sós. Na verdade, eles apenas indicam que você deve buscar avaliação médica para investigar a glicose ou outras condições.

Por que investigar mesmo sem sintomas?

No diabetes tipo 2, a glicose pode permanecer alterada por anos sem dar nenhum sinal evidente. Dessa forma, a pessoa se sente bem e só descobre o problema em exames de rotina. Logo, a ausência de sintomas não significa ausência de risco.

O acompanhamento regular ajuda a identificar alterações antes que surjam complicações graves. Portanto, exames periódicos são fundamentais para quem apresenta estes fatores de risco:

Quais exames ajudam no diagnóstico do diabetes?

O diagnóstico definitivo é feito por exames laboratoriais que avaliam a glicose no sangue. Atualmente, as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) indicam três testes principais:

Lembre-se de que a escolha e a interpretação dos exames devem ser feitas por um profissional de saúde, considerando seu histórico e fatores de risco.

O que pode acontecer sem o acompanhamento adequado?

A glicose elevada por longos períodos pode afetar o coração, rins, olhos, circulação, nervos e membros inferiores. Inclusive, o Ministério da Saúde alerta que as complicações do diabetes sem controle podem incluir:

O cuidado com os pés, por exemplo, merece atenção redobrada. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre janeiro de 2024 e fevereiro de 2025 foram registradas 4.227 amputações relacionadas ao diabetes no país.

Assim, fique alerta a feridas que demoram a cicatrizar, perda de sensibilidade, dor, inchaço ou mudança de cor nos pés. Se notar algo, avise seu médico imediatamente.

Como acompanhar o diabetes no dia a dia

O cuidado eficaz vai além de medir a glicose eventualmente, pois envolve uma rotina de consultas regulares, orientação alimentar, atividade física, controle da pressão arterial e avaliação periódica dos olhos, rins e pés.

Como o plano de cuidado depende do tipo de diabetes, da idade e da resposta de cada organismo, qualquer ajuste de dose ou troca de medicamento deve ser orientado por um profissional de saúde.

Curso gratuito da Fiocruz sobre diabetes no SUS

Para quem quer aprofundar o conhecimento sobre a doença, o Campus Virtual Fiocruz oferece o curso online e gratuito “Diabetes Mellitus no SUS: Promoção, prevenção e o fortalecimento do autocuidado”. A formação já certificou mais de 20 mil alunos e está em sua segunda oferta, com 10 mil vagas disponíveis.

O curso é voltado para profissionais de saúde, pessoas com diabetes, familiares e cuidadores. A capacitação tem 40 horas de duração, oferece certificado digital e está dividida em três módulos:

O diagnóstico precoce do diabetes faz uma diferença real na sua qualidade de vida. Portanto, aproveite o Dia Nacional do Diabetes como um lembrete: verifique quando fez seu último exame e converse com seu médico.

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