As doenças mais pesquisadas pelos brasileiros em 2018

As doenças mais pesquisadas pelos brasileiros em 2018

Brasileiro tem o costume de se informar no Google sobre qualquer enfermidade. Veja quais foram as mais buscadas

É sabido que o brasileiro tem o costume de se consultar no Google antes de procurar um médico. Diante disso, o G1 fez um levantamento com as doenças mais pesquisadas pelos brasileiros em 2018. A campeã de dúvidas foi a febre amarela, seguida de ansiedade, herpes, dor de cabeça, diabetes e depressão.

Entenda o que é cada um desses problemas de saúde e como prevenir e tratar:

Febre amarela

mulher passando repelente contra mosquito

Transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, em sua versão silvestre registrada no Brasil, ela causou 483 mortes entre 2017 e 2018 – foram 1.376 casos. O aumento no número de registros pelo país gerou uma maior procura pela vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, desde março, o Ministério da Saúde passou a recomendar a imunização em todo o território nacional.

Como prevenir

A melhor forma de evitar a infecção pelo vírus é a vacinação. A dose está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina precisa ser aplicada uma só vez e vale por toda a vida. Se for viajar para regiões com mata, floresta ou praia, locais onde há maior risco, é importante receber a dose com 10 dias de antecedência.

Como tratar?

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. O tratamento é apenas sintomático, ou seja, repouso, reposição de líquidos e perda sanguínea, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito.

+Leia também: Foco nas doenças causadas por mosquitos

Ansiedade

Ansiedade

(Crédito: 123RF)

Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) publicado em fevereiro de 2017, o Brasil é recordista mundial em prevalência de transtornos de ansiedade: 9,3% da população sofre com o problema. Ao todo, são 18,6 milhões de pessoas.

É importante lembrar, no entanto, que existe uma diferença entre a ansiedade natural — que vem antes de uma prova, por exemplo — e o chamado transtorno de ansiedade. Sendo assim, transtornos de ansiedade generalizada são caracterizados por sensações frequentes de medo, inquietação, e de sentir-se no limite.

Como lidar com a ansiedade?

Algumas das dicas para melhorar os sintomas vão desde a prática de exercícios físicos e meditação até buscar terapia. Um estudo da Universidade de Nova Jersey concluiu que a prática de exercícios e meditação duas vezes por semana, por 30 minutos cada, pode ajudar pessoas que sofrem desse transtorno.

+Leia também: Brasileiros abusam dos ansiolíticos

Herpes

homem com herpes

Cerca de 80% da população tem herpes simples, mas uma parcela pequena desenvolve a doença e outra menor ainda tem chance de recorrência. O vírus é altamente prevalente no mundo inteiro. A doença é causada por dois vírus: herpes simples vírus 1 (HSV-1) e herpes simples vírus 2 (HSV-2).

Como prevenir?

O herpes tem relação com a queda de imunidade. Quando a pessoa está estressada, por exemplo, o cortisol aumenta e a imunidade baixa. Com isso, o vírus é ativado e as feridinhas começam a estourar. O mesmo acontece quando a mulher está no período menstrual. Outros fatores que podem desencadear o herpes são o cansaço, o esforço exagerado, a febre, exposição ao sol e trauma local.

Sendo assim, para previnir existem algumas dicas: evitar exposição exagerada ao sol, usar protetor solar, evitar o estresse, se alimentar bem, dormir bem e evitar ficar cutucando a boca o tempo todo.

Como tratar?

O tratamento é feito com medicamentos antivirais — sempre com receita médica. Normalmente, quando a pessoa usa o remédio logo no início, o ciclo dura quatro dias.

+Leia também: Herpes labial e herpes genital: mitos e verdades

Dor de cabeça

Dor de cabeça

(Crédito: 123RF)

Segundo a OMS, cerca de metade da população mundial sofre de dor de cabeça. O problema afeta pessoas de todas as idades, raças, níveis de renda e áreas geográficas. Até 4% dos adultos em todo o mundo sofrem com dor de cabeça por mais de 15 dias, todos os meses. É considerada pela OMS como a sexta doença mais incapacitante do mundo. No entanto, a dor de cabeça não significa que a pessoa tem necessariamente enxaqueca. Veja quais são os sinais de alerta para enxaqueca.

  • dor em um só lado da cabeça;
  • dor que lateja;
  • dor que piora com os movimentos;
  • dor que está entre moderada e severa;
  • náusea;
  • sensibilidade à luz ou ao barulho.

Como tratar e prevenir?

O uso em excesso de analgésicos, anti-inflamatórios e do café como antídoto para a dor de cabeça, dizem os médicos, cria um “efeito rebote”, e faz com que elas piorem com o tempo. A quantidade segura para o uso de analgésicos contra a dor de cabeça, segundo os pesquisadores, é dois dias na semana.

Diabetes

idosa medindo a diabetes

A diabetes é uma síndrome com diferentes origens, causada pela falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer os seus efeitos no corpo — ela é produzida no pâncreas e é responsável por metabolizar a glicose. Por isso, pacientes diabéticos têm altas doses de açúcar no sangue de forma permanente. É importante manter o tratamento adequado e constante.

Como prevenir?

O Ministério da Saúde faz as seguintes recomendações:

  • Manter o peso normal
  • Não fumar
  • Controlar a pressão arterial
  • Evitar medicamentos que possam prejudicar o pâncreas
  • Praticar atividades físicas

Como tratar?

O tratamento é feito por meio de um exame diário dos pés para evitar o aparecimento de lesões, uma alimentação saudável e com restrições de açúcar, prática de atividade física e o uso de medicamentos.

Clique aqui para ler esta matéria: Brasil assina acordo para a redução de açúcar em industrializados

Depressão

homem sofrendo de depressão

De acordo com a OMS, 11,5 milhões de brasileiros sofrem de depressão. Os sintomas da doença incluem falta de vontade de fazer coisas, irritabilidade, distúrbios no sono, cansaço, choro fácil e, ainda falta de memória ou concentração. É importante não confundir tristeza ou frustração com depressão. Quem está deprimido, tem toda a sua vida comprometida, desde o sono, passando pelo sexo à capacidade de produzir no trabalho.

Quais são as causas?

A depressão tem base genética e atinge pessoas de diversas idades, de crianças a idosos. Situações de estresse e acontecimentos traumáticos podem modificar os genes e colaborar para um quadro de depressão. O que acontece é um desequilíbrio químico no cérebro, em um neurotransmissor chamado serotonina. Em níveis adequados, a pessoa não tem ansiedade nem depressão: o humor fica regulado.

Como prevenir?

Um estudo feito na Noruega com quase 34 mil participantes sem sintomas de ansiedade e depressão foram acompanhados por 11 anos. De acordo com os resultados, as pessoas sedentárias eram 44% mais propensas a ter depressão, em comparação com aquelas que faziam pelo menos uma hora de atividade física por semana.

Como tratar?

Existem medicamentos que ajudam a combater a doença, agindo para combater o desequilíbrio químico que acontece no cérebro. Mas, atenção: os remédios têm efeitos diferentes em cada pessoa — por isso, é comum ter que trocá-los ou ajustar as doses. Além disso, os efeitos podem demorar algumas semanas para aparecer. Há, ainda, alimentos que podem aliviar alguns dos sintomas, e a terapia também pode contribuir no tratamento.

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