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Gel íntimo: para que serve e quais cuidados tomar na compra

Nem todo gel íntimo tem a mesma finalidade. Enquanto os hidratantes vaginais ajudam a aliviar o ressecamento da região, os lubrificantes são utilizados principalmente para reduzir o atrito durante as relações sexuais. Conhecer essa diferença é o primeiro passo para escolher o produto adequado e evitar o uso incorreto.

O ressecamento vaginal é comum na menopausa, devido à redução dos níveis de estrogênio, mas também pode ocorrer durante a amamentação ou estar associado ao uso de determinados medicamentos. Segundo a Febrasgo, os hidratantes vaginais proporcionam umidade prolongada, enquanto os lubrificantes têm ação mais imediata.

Apesar de ajudarem a aliviar o desconforto, esses produtos não substituem a avaliação ginecológica. Sintomas persistentes, especialmente quando acompanhados de dor, irritação, sangramento ou alterações no corrimento, precisam ser investigados.

Hidrafemme: o lote proibido pela Anvisa

Além de escolher o produto adequado, é importante verificar sua procedência. No dia 2 de outubro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote falsificado do Hidrafemme, gel hidratante intravaginal comercializado como dispositivo médico.

A medida foi tomada depois que a Helianto Farmacêutica, detentora do registro, identificou unidades à venda na Shopee com características diferentes das encontradas na embalagem original.

A proibição atinge o lote 2 2511006, que não pode ser comercializado, distribuído, importado, divulgado nem utilizado. A decisão não se estende automaticamente aos demais lotes da marca.

A Anvisa não apresentou fotografias comparativas nem detalhou as diferenças entre as embalagens. Por isso, quem comprou o produto deve conferir o número do lote e, em caso de dúvida sobre a autenticidade, procurar os canais oficiais do fabricante antes de utilizá-lo.

Como escolher e comprar com segurança

A compra de um gel íntimo exige alguns cuidados que vão além do preço. O primeiro é verificar se o produto foi desenvolvido para a finalidade desejada. Um hidratante intravaginal, por exemplo, não deve ser confundido com um sabonete íntimo ou um lubrificante.

Também vale observar a composição. Produtos com perfumes e ingredientes irritantes podem provocar desconforto na região genital. Para quem utiliza preservativos de látex, outro cuidado é evitar lubrificantes à base de óleo, que podem comprometer a resistência da camisinha. Os produtos à base de água ou silicone são opções compatíveis.

Na hora da compra, principalmente pela internet, confira a identificação do fabricante e do vendedor, o prazo de validade, o lote e as orientações de uso. Desconfie de preços muito abaixo dos praticados no mercado e de anúncios que não informam claramente a origem do produto.

A consulta aos registros da Anvisa permite verificar a situação sanitária de produtos sujeitos à fiscalização. Mas atenção: a existência de um registro válido não garante que toda unidade anunciada na internet seja autêntica.

O que fazer se comprou um produto suspeito?

Se o gel recebido pertence ao lote proibido ou apresenta indícios de falsificação, interrompa o uso. Guarde a embalagem, fotografe o lote e reúna o comprovante de pagamento e os dados do vendedor.

Entre em contato com a loja ou plataforma onde a compra foi realizada e solicite a devolução do valor pago. Se não conseguir resolver o problema, procure o Procon ou registre uma reclamação no Consumidor.gov.br, caso a empresa esteja cadastrada.

A suspeita de falsificação também pode ser comunicada à Anvisa, com informações sobre o produto, o lote e o local da compra. Se houver irritação ou outra reação após o uso, procure atendimento de saúde e apresente a embalagem ou uma fotografia do produto.

A PROTESTE também pode ajudar

Se você teve problemas com a compra de um gel íntimo ou outro produto, você pode tirar suas duvidas iniciais no Assistente CDC da PROTESTE. É gratuito. Para acessar, basta baixar o app no seu smartphone e fazer um cadastro com seu e-mail.

Outra opção, é registrar gratuitamente sua reclamação no Reclame, da PROTESTE.

Os associados também contam com orientação especializada do Serviço de Defesa do Consumidor para buscar uma solução.

Então, gostou do conteúdo? Para continuar cuidando da sua rotina, continue navegando no Minha Saúde e saiba mais sobre as regras de consumo no blog Seu Direito.