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Vacina poliomielite: novo reforço entra no calendário aos 4 anos

A vacina poliomielite inativada (VIP), usada atualmente pelo SUS, protege as crianças contra o poliovírus, que pode atingir o sistema nervoso e provocar paralisia. A doença também é conhecida como paralisia infantil.

Como não existe tratamento capaz de eliminar a infecção, manter a vacinação em dia continua sendo a principal forma de prevenção.

Em 2026, o calendário infantil mudou novamente. Desde 3 de agosto, o Ministério da Saúde passou a recomendar uma segunda dose de reforço da vacina poliomielite inativada, a VIP, aos 4 anos.

Por isso, a novidade pode confundir famílias que tinham a impressão de que a caderneta já estava completa depois do reforço dos 15 meses.

O que mudou no calendário infantil

A criança que segue o esquema de rotina agora recebe cinco aplicações da VIP: três doses no primeiro semestre de vida e dois reforços. A segunda dose de reforço, aos 4 anos, completa o esquema que o SUS adotou para essa faixa etária.

Isso não significa, porém, que as doses anteriores perderam a validade. O Ministério da Saúde incluiu o novo reforço para ampliar a proteção durante a infância, num momento em que o Brasil mantém a doença eliminada do território, mas o poliovírus ainda circula em outros países.

Como ficou o esquema da vacina poliomielite VIP

O calendário de rotina prevê:

A vacina poliomielite inativada (VIP) contém vírus inativado e tem aplicação injetável. A família não deve antecipar, repetir ou reorganizar as doses por conta própria. Por isso, a idade da criança e o histórico da caderneta orientam a conduta da equipe de vacinação.

Infográfico em português mostrando o esquema de vacinação da poliomielite: idades 2, 4, 6 meses, 15 meses e 4 anos com doses e reforços.

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Quem precisa conferir a caderneta

Pais e responsáveis por crianças que completaram 4 anos devem verificar se a caderneta registra o segundo reforço. Também vale levar o documento à unidade de saúde quando alguma dose ficou atrasada, houve perda de comprovantes ou existe dúvida sobre o esquema que a criança recebeu.

Se a criança já passou da idade prevista, a orientação não é recomeçar o calendário nem aplicar uma dose extra sem avaliação. Nesse caso, a equipe de vacinação confere o histórico e indica apenas o necessário para completar o esquema correspondente à idade.

Para o novo reforço, a faixa prevista vai dos 4 anos até 4 anos, 11 meses e 29 dias. Crianças menores de 5 anos que ainda estejam com o esquema incompleto precisam passar por avaliação da equipe de vacinação. Assim, o profissional confere as doses registradas e orienta a atualização adequada, sem reiniciar automaticamente o calendário.

Quando a família perde a caderneta física, deve levar qualquer comprovante disponível e informar onde a criança recebeu as doses anteriores. Os registros digitais podem ajudar, mas nem sempre reúnem aplicações antigas ou de redes diferentes. Por isso, não invente datas nem marque doses de memória: a equipe deve considerar os registros disponíveis e avaliar cada caso. Essa análise também evita doses desnecessárias e ajuda a recuperar o histórico antes das próximas vacinas da criança.

A nova dose faz parte da rotina, não apenas de campanhas

O segundo reforço passou a integrar o calendário regular. Por isso, a família não precisa esperar um Dia D ou uma campanha para procurar a UBS. As mobilizações ajudam a localizar crianças com doses atrasadas. No entanto, a vacinação de rotina fica disponível ao longo do ano.

Antes de sair, confira horários, necessidade de agendamento e disponibilidade no município. Além disso, crianças com condições que afetam a imunidade ou que fazem acompanhamento em serviço especializado devem levar relatórios e prescrições. A equipe avaliará se o atendimento ocorrerá na sala de vacinação comum ou em um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais.

A gotinha saiu da rotina, mas a vacinação contra a poliomielite continua

A mudança de 2026 não representa a volta da famosa gotinha. Desde novembro de 2024, o Brasil utiliza exclusivamente a vacina poliomielite inativada (VIP) no calendário de rotina. A vacina oral deixou o esquema regular e, desde então, a versão injetável também passou a substituir a oral nos reforços.

A substituição faz parte da estratégia de transição para um esquema totalmente inativado. Agora, a novidade é o segundo reforço da própria VIP aos 4 anos.

Por que a proteção ainda importa

O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas, mas a eliminação no país não significa erradicação mundial. Enquanto houver circulação do vírus em outros lugares, comunidades com baixa cobertura vacinal continuam expostas ao risco de reintrodução da doença.

Manter as doses da vacina contra a poliomielite em dia protege a criança e também ajuda a impedir que o poliovírus volte a circular. Por isso, a ausência de casos não é motivo para abandonar a vacinação.

Onde tomar e o que levar

A vacina poliomielite faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, e o SUS oferece a dose gratuitamente ao longo do ano. Leve a caderneta da criança e, quando possível, um documento de identificação. Mesmo sem a caderneta, a criança pode receber atendimento, mas a equipe precisará avaliar os registros disponíveis.

Como horários e disponibilidade podem variar entre municípios, consulte a unidade básica ou a secretaria de Saúde local antes de sair. Depois da aplicação, confira se a equipe registrou corretamente a dose e a data.

A visita para o reforço também é uma oportunidade de revisar o restante do calendário. Aos 4 anos, o calendário pode indicar outras vacinas, como reforços contra difteria, tétano e coqueluche, varicela e febre amarela, conforme o histórico e a indicação para a criança. Por isso, leve todos os comprovantes e peça que a equipe registre cada aplicação com data, lote e unidade. Assim, a família sai do atendimento sabendo quais doses a criança tomou e quais ainda têm data futura.

Informação prática para manter o calendário em dia

A PROTESTE explica como funciona a cobertura de vacinas pelo SUS e reúne orientações para famílias acompanharem mudanças no calendário. Além disso, é possível consultar o conteúdo sobre a vacina contra o sarampo e a dose zero, outra situação em que a idade e o contexto epidemiológico alteram a recomendação.

Por fim, este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação do serviço de saúde.

E mais…

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