Conheça 4 curiosidades sobre o feijão

Conheça 4 curiosidades sobre o feijão

Leguminosa e altamente nutritiva e bastante versátil; confira algumas curiosidades sobre o feijão!

Você sabia que o feijão é uma das fontes alimentares mais importantes do mundo, especialmente em países em desenvolvimento e que cada brasileiro consome em média 182,9 gramas diárias da leguminosa? Além disso, o grão fornece vários nutrientes essenciais ao organismo e é muito importante para tratar e prevenir a anemia ferropriva (causada pela carência de ferro).

E nas dietas vegetarianas e veganas (sem o consumo de carne nem de derivados animais, como ovos, leite, queijo e manteiga, entre outros), o feijão, juntamente com outros grãos e leguminosas, é uma das principais fontes de proteína. 

O baixo custo, a facilidade de preparo e a quantidade de nutrientes fazem do feijão (com todas as suas variedades) um ingrediente versátil, que pode estar presente tanto em pratos tradicionais, em conjunto com o arroz, quanto em feijoadas, saladas e sopas. Já existem até mesmo massas feitas com feijão, que não contêm glúten, sendo indicadas para celíacos, e oferecem nutrientes distintos das versões tradicionais à base de trigo. 

Confira os resultados do teste com várias marcas de feijão preto, realizado pela PROTESTE!

“O consumo do feijão é uma das chaves para uma vida mais saudável”, ressalta Fernanda Taveira, especialista da PROTESTE. Segundo ela, a leguminosa é  fundamental para o alcance da segurança alimentar e nutricional, já que além do ferro, fornece vários minerais, aminoácidos e vitaminas essenciais para o organismo.

Acompanhe o nosso post para conferir algumas curiosidades sobre o feijão!

1. Feijão causa gases?

De acordo com a especialista, o inchaço e a sensação de excesso de gases após o consumo de feijão ocorre porque a leguminosa é constituída por algumas substâncias (oligossacarídeos, taninos e fitatos) que dificultam o processo digestivo. 

Mas, de acordo com ela, existe uma forma para reduzir o desconforto: o remolho (ou maceração). “Deixar o feijão de molho de um dia para o outro antes de cozinhá-lo não só reduz o tempo de cozimento, como também pode eliminar significativamente esses compostos”, explicou. 

Ao fazer isso, segundo ela, é importante lembrar de descartar a água em que os grãos ficaram de molho,  a fim de desprezar os fatores antinutricionais. “Outra dica é acrescentar folhas de louro no cozimento, para melhorar a digestão”, sugeriu. 

Embora existam relatos, na literatura, de perda de nutrientes com esse processo de deixar os grãos de molho e descartar a água, Fernanda ressalta que os que permanecem no feijão são melhor absorvidos pelo organismo.


2. Quantos tipos de feijão existem?

No Brasil, há uma grande variedade do grão:

  • feijão carioca, que é o mais consumido no Brasil;
  • feijão preto, que curiosamente é mais consumido no Rio de Janeiro, ao contrário do carioca. O grão é bastante utilizado no preparo de feijoadas, mas também pode ser a base de outras receitas;
  • feijão fradinho ou de corda, preferido na região Nordeste e em Minas Gerais. Seu grão produz pouco caldo e pode ser consumido como aperitivo;
  • feijão branco, bastante utilizado em sopas, saladas e cozidos, além de tradicionalmente ser servido com dobradinha (ou buchada);
  • feijão jalo, cujos grãos são alongados, formam massa consistente e caldo grosso. 

3. A composição nutricional de todos os grãos é a mesma?

A composição nutricional do feijão pode variar devido a diversos fatores. Dentre eles destacam-se as características da planta (maturação, espécie, variedade, forma de cultivar), condições climáticas, tipo de solo e até mesmo o seu armazenamento, remolho e cocção. 

4. Como consumir o grão?

“Há quem prefira somente o caldo e torça o nariz quando se fala do grão, mas saiba que o consumo dos dois é que fornece todos os benefícios do feijão”, alerta a nutricionista da PROTESTE. 

Segundo ela, o caldo proveniente do cozimento concentra alguns nutrientes, uma vez que eles migram dos grãos para a água após o rompimento do tegumento (a  camada externa do grão). Porém, os nutrientes se encontram distribuídos no tegumento e no embrião do grão (camada interna). “Assim, o ideal é dar preferência ao consumo dos grãos cozidos junto com o caldo, a fim de garantir o aproveitamento mais completo dos nutrientes”, destacou Fernanda.

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