Delivery de produtos farmacêuticos: confira os cuidados

Delivery de produtos farmacêuticos: confira os cuidados

Como em todos os segmentos, as vendas on-line de medicamentos e produtos de perfumaria também cresceram. Confira os cuidados necessários para manter a segurança.

Durante a quarentena, a recomendação é sair de casa o menos possível. Por isso, muitos produtos estão sendo entregues nas residências dos consumidores. De itens de supermercado a medicamentos, as vendas on-line cresceram de forma expressiva. No entanto, são necessários alguns cuidados para garantir a segurança no delivery de produtos farmacêuticos.

Afinal, assim como outras mercadorias, os medicamentos e produtos de higiene foram manuseados e estiveram expostos a possíveis contaminações. Por isso, ter precaução é essencial.

De acordo com o Conselho Federal de Farmácia (CFF), o consumidor deve adotar os procedimentos de higienização recomendados pelas autoridades sanitárias. Mas, se a farmácia seguir as orientações do órgão, o risco é reduzido.

“As embalagens devem sair da farmácia já higienizadas. Já o entregador deve evitar ao máximo o contato com o consumidor. Além de fazer o uso da máscara, recomendamos que ele higienize as mãos constantemente, preferencialmente por meio do álcool em gel 70%, antes do contato com a embalagem a ser entregue e após a entrega. Quem recebe a entrega também deve seguir as recomendações, fazendo a higienização das mãos e da embalagem recebida”, destacou a entidade, em informe encaminhado por sua assessoria de imprensa à redação do Radar PROTESTE.

Setor sentiu aumento de vendas on-line

De acordo com o CFF, foi observado um aumento das vendas de produtos farmacêuticos on-line. “Isso tem ocorrido em todos os segmentos. No caso das farmácias, especialmente, o principal motivo é que as pessoas que se enquadram nos grupos de risco têm optado pela compra remota, a fim de manter o isolamento social”, ressaltou a entidade.

O órgão ressalta que, além dos cuidados sanitários, todas as farmácias são enquadradas como estabelecimento de saúde, de acordo com a Lei 13.021, o que as obriga a manter a presença permanente de um farmacêutico responsável.

Assim, a compra de remédios por meio de sites, telefones ou WhatsApp obedece a normas rígidas de segurança. Um exemplo disso são os medicamentos termossensíveis, ou seja, que precisam ser preservados em geladeira. De acordo com as boas práticas do setor, eles devem chegar aos pacientes na temperatura entre 2° e 8° C.

“Para isso, nos procedimentos são lançados vários artifícios, desde o transporte refrigerado (caso de caminhões e veículos maiores), até o mais comum, quando para distâncias curtas, que é o uso de caixas ou bolsas térmicas com acompanhamento de “gelos” específicos para isso”, explica o CFF.

Existem soluções para venda de produtos que exigem retenção da receita

No caso de medicamentos controlados, que exigem prescrição médica e retenção da receita, existem soluções que garantem que o consumidor faça a compra, sem precisar ir até o ponto de venda.

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“Com a alteração provisória das regras pela Anvisa, a maioria das farmácias, quando necessário, está oferecendo o serviço de busca ativa de receitas. Isso significa que, caso o consumidor se enquadre no grupo de risco, a farmácia tenha o medicamento e o paciente possua apenas a receita tradicional (em papel), o documento pode ser retirado”, esclareceu o órgão. “Dessa forma, e com a participação ativa do farmacêutico na conferência dos dados da prescrição e disponibilização de atendimento remoto, como na regra, o paciente consegue adquirir seus medicamentos de forma segura e em casa”.

Além disso, com o advento da telemedicina, já existem antibióticos e algumas listas de medicamentos de uso controlado da Portaria 344/96 que podem ser prescritos pelo médico, em um documento com assinatura digital válida. Essa receita pode ser enviada à farmácia e o farmacêutico realiza os procedimentos para a dispensação e posterior entrega, evitando a necessidade de ida do consumidor à loja física.

Saiba o que fazer para garantir a segurança no delivery de produtos farmacêuticos

Além da higienização, para evitar possíveis contaminações, é indicado fazer o pagamento pelos meios eletrônicos disponibilizados pela farmácia, evitando a manipulação de cédulas. Caso não exista alternativa, solicite que o troco (se necessário) seja encaminhado em uma embalagem fechada e, após o recebimento, higienize corretamente as mãos.

Além disso, compre sempre em farmácias ou sites autorizados pela Anvisa. O ideal é procurar as grandes redes ou farmácias menores, mesmo que de bairro, já conhecidas. Muitas vezes, ao buscar os produtos pela internet, o consumidor se depara com preços muito mais baixos, e acaba adquirindo medicamentos irregulares.

Ao receber os produtos, verifique se as embalagens estão intactas e os lacres preservados, assim como a validade de cada item. Em caso de dúvidas, procure o farmacêutico responsável da loja onde a mercadoria foi adquirida. O delivery de produtos farmacêuticos é seguro, desde que o consumidor fique atento aos cuidados necessários.

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