Azeites fraudados em testes antigos – veja o que aconteceu com eles

Azeites fraudados em testes antigos – veja o que aconteceu com eles

Em testes, a PROTESTE já eliminou 31 produtos e os denunciou aos órgãos fiscalizadores. Descubra aqui quais mudanças esses resultados trouxeram.

Em seus 17 anos de atuação no Brasil, a PROTESTE já fez sete testes com azeites de oliva. Sendo seis deles voltados exclusivamente para os extravirgens.

Resultado: já identificamos no mercado 31 produtos com sinais da adição de outros óleos vegetais sendo vendidos como azeites!

Diante disso, alertamos os consumidores de que estavam pagando caro por um produto de qualidade inferior. Ou seja, que não traz os benefícios nutricionais esperados.

Em cada um desses testes, informamos ao Ministério Público, à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e ao Ministério da Agricultura (Mapa) sobre a ocorrência de fraudes, para que fossem adotadas providências fiscalizatórias e punitivas, dentro do âmbito de atuação de cada instituição.

Também alertamos a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os fabricantes, para que medidas pudessem ser tomadas.

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E qual foi o resultado disso? A melhoria dos produtos!

O azeite extravirgem Cocinero, por exemplo, reprovado em nossa análise de 2007. Apresentar indícios de fraude, ficou em quarto lugar no teste de 2013. Em 2016, se tornou o Melhor do Teste.

Esse produto foi ainda escolhido duas vezes (em 2016 e no segundo teste que fizemos em 2017) como a Escolha Certa. Ele apresentou a melhor relação custo-benefício.

No teste realizado este ano, apesar de não ter sido considerado como o Melhor do Teste ou a Escolha Certa, o produto manteve sua qualidade.

Classificação respeita o rótulo

Após ter sido declarado fora de tipo (considerado como virgem) em nosso teste de 2016, o azeite Filippo Berio, também atendeu às nossas reivindicações.

Em 2017, a surpresa positiva. Na primeira análise do ano com diversos azeites extravirgens, a marca ficou entre os produtos tidos como a Escolha Certa.

Já na segunda análise, saltou para a posição de o Melhor do Teste.

Em 2018, embora não tenha recebido novamente esses títulos, continua sendo uma excelente opção. Pois obteve ótimos resultados em nossas avaliações.

Agora, sim, um legítimo extravirgem!

Além disso, o azeite de oliva TRADIÇÃO BRASILEIRA (produzido pela Monções Indústria e Comércio), que havia sido desclassificado em nosso segundo teste de 2017, foi considerado uma Escolha Certa este ano. Após passar a ser envasado em seu local de produção pela Cidacel S.A.

Vale lembrar que outro azeite produzido pela Monções – o Tradição – foi reprovado três vezes pela PROTESTE (em 2013, 2016 e 2017). E uma vez, em 2017, pelo Ministério da Agricultura por motivos similares. Apresentava indícios da adição de outros óleos vegetais.

Após nossas inúmeras denúncias e até pedido judicial para impedir a divulgação do teste, o produto Tradição passou a ser comercializado como “Tempero em Azeite de Oliva Extravirgem e Óleos Refinados”.

Isso foi um grande avanço para o consumidor e mais uma vitória da PROTESTE.

Por outro lado, a mudança está longe do ideal. Porque só mesmo um bom observador consegue perceber a diferença entre as embalagens dos dois produtos.

Quase um milhão de litros de azeites fraudados fora do mercado

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Após nossas denúncias, uma fiscalização do Mapa retirou do mercado 800 mil litros de azeite de oliva com indícios de fraude.

Entre as marcas por eles testadas, foi confirmada a presença de azeite lampante (de cheiro forte e acidez elevada, não indicado para o consumo humano). Além de outros óleos vegetais (como a soja) em 64 produtos.

Oito destes também compõem a lista de reprovados ao longo desses 17 anos de análises da PROTESTE: Andaluzia, Do Chefe, Faisão Real, Figueira da Foz, Lisboa, Malaguenza, Pramesa e Tradição.

Para saber em quais azeites confiar, veja o nosso comparador.

No ano passado, os azeites Malangueza, Lisboa e Torre de Quintela também tiveram a distribuição e a comercialização de um ou mais lotes proibidas pela Anvisa.

Essa é a prova de que os órgãos fiscalizadores estão de olho nas denúncias da PROTESTE!

E, assim, seguimos juntos para que, na mesa do consumidor, só seja servido um azeite de qualidade.

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