Você sabe como o azeite de oliva é produzido?

Você sabe como o azeite de oliva é produzido?

Para ser denominado como azeite de oliva, o produto não pode apresentar mistura com qualquer outro tipo de óleo vegetal

Ele é destaque nas mais diferentes culinárias, por seu cheiro e sabor marcantes. O azeite de oliva é um item bastante apreciado em todo o mundo e que pode ser utilizado de diversas formas, seja para temperar saladas, em receitas de peixes, sopas e finalizações de pratos. Mas você sabe como ele é produzido?

O azeite de oliva é obtido através do processamento do fruto da oliveira, a azeitona. Desse modo, para ser denominado como azeite de oliva, o produto não pode apresentar mistura com qualquer outro tipo de óleo vegetal.

A composição nutricional de um azeite é determinada principalmente pela variedade da oliveira. Também são consideradas as condições climáticas e do campo, do ponto de maturação da oliveira, métodos de colheita, modo e tempo de conservação das olivas antes da extração do óleo e o próprio processo de extração.

Por isso, para que um azeite seja considerado de boa qualidade, todos esses processos devem ser garantidos antes do produto pronto. Quando o azeite já estiver produzido, são considerados outros fatores para determinar a qualidade do óleo, como o tipo da embalagem e o modo de conservação.

Adulterações no azeite de oliva

Devido as suas características sensoriais excepcionais, aos inúmeros benefícios à saúde, ao alto valor agregado e a sua produção limitada, o azeite de oliva virgem vem sendo alvo frequente de adulterações.

A mais habitual é a adição de azeite lampante ou de outros óleos vegetais de menor valor comercial. O azeite lampante tem cheiro forte e acidez elevada. Ele é extraído de azeitonas deterioradas ou fermentadas e não deve ser destinado à alimentação. Para ser consumido deve ser refinado, quando passa a ser classificado como azeite de oliva refinado.


Por mais que a prática de vender um produto misturado como azeite de oliva puro não traga riscos à saúde do consumidor, ela permite que tal fabricante exerça uma concorrência desleal no mercado, conseguindo preços mais competitivos para seu produto. Além disso, a prática lesa o consumidor, que compra a mistura como se fosse azeite de oliva, mas acaba sem usufruir os seus benefícios.

Com o intuito de identificar os produtos adulterados, a PROTESTE realiza estudos constantemente entre as marcas de azeite disponíveis no mercado. As pesquisas têm como objetivo indicar lotes de produtos que contém adição de outros óleos e são comercializados como azeite de oliva extravirgem.

No último teste de 2019, a PROTESTE avaliou 49 lotes de marcas de azeite extravirgem, dois quais cinco foram reprovados. Confira aqui o resultado completo do teste.

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