Diversos estudos científicos analisam a influência das plantas aromáticas no organismo, que podem ser usadas até mesmo na prática de aromaterapia
Se tem algo que deixa a casa confortável são as plantas. De acordo com o Censo QuintoAndar de Moradia, 69% dos entrevistados relataram que gostam de ter e cuidar desses vegetais em seus lares. Ainda, 57% disseram que gostam de enfeitar a moradia com flores. Mas indo além da decoração, como as ervas aromáticas auxiliam na saúde e bem-estar? E é possível cultivá-las em casa?
Para compreender essa questão, vale saber o que são ervas aromáticas. Fernanda Campos Junger, aromaterapeuta clínica formada pelo Instituto Ekanta, explica que essas ervas são plantas que possuem óleos essenciais em suas folhas, flores, caules ou raízes.
Isabel Jorge, docente da área de Saúde do Senac São Paulo, complementa que “os óleos essenciais se dispersam no ambiente e, desta forma, atuam no organismo por meio da inalação”.
Conforme Isabel, essas substâncias são produzidas pelos vegetais para exercerem diferentes estratégias, como:
- Proteção e defesa da planta, para afastar insetos invasores;
- Atrair polinizadores, como abelhas e outros animais.
Mas quando se trata do uso desses óleos em ambientes, além de posicionar plantas aromáticas em espaços da casa, eles podem ser encontrados em difusores elétricos, sprays ambientes ou dispersores de aroma.
8 plantas aromáticas para cultivar em casa
- Camomila;
- Alecrim;
- Lavanda;
- Hortelã;
- Manjericão;
- Orégano;
- Sálvia;
- Tomilho.
Conforme um informativo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), antes de cultivar qualquer planta, é importante conhecer a sua origem para aplicar o vegetal em um ambiente semelhante ao local. Assim, é possível fazer ajustes adequados, como os níveis de luminosidade, umidade e fertilidade.
Quando se trata dos cuidados gerais, a Embrapa recomenda a adição de barreiras de vento, adubação com fontes orgânicas e cultivo do solo.
Ervas aromáticas e saúde
Diversos estudos analisam os efeitos das ervas aromáticas no organismo, especialmente os seus óleos essenciais. Um artigo científico publicado no periódico Molecules destacou que esses tipos de plantas e seus óleos mostraram efeitos benéficos no sistema cardiovascular.
Já um estudo publicado no periódico Nursing Clinics of North America pontuou que a aromaterapia de enfermagem usa óleos essenciais como um complemento para reduzir níveis de ansiedade. Ainda, os pesquisadores descreveram que aromas e óleos aromáticos usados em terapia podem ajudar a aliviar vários sintomas, como dores, depressão, estresse, insônia, entre outros.
Fernanda destaca outros benefícios das ervas aromáticas. “Elas podem fornecer um suporte respiratório e auxiliar na redução de febre, inflamações e no equilíbrio hormonal”, diz. “Ainda, a aromaterapeuta diz que essas plantas possuem uma ação antiviral e melhoram a digestão do organismo.
Aliás, conforme Isabel, essas substâncias presentes em plantas podem ser incorporadas até mesmo em produtos de aplicação externa, como cremes e pomadas.
Ervas aromáticas podem causar problemas para a saúde?

As ervas aromáticas devem ser usadas com cuidados (Foto: Freepik).
De acordo com um estudo publicado na plataforma PubMed, o uso de plantas medicinais e aromáticas deve ser cuidadoso, pois é preciso avaliar seus possíveis riscos para uma pessoa, como nível de toxidade e outros efeitos adversos.
Conforme o artigo no Nursing Clinics of North America citado acima, alguns óleos essenciais aromáticos podem apresentar riscos pela sua capacidade de causar dermatite de pele, queimaduras, entre outros problemas.
“A frequência de uso ou local inadequado de alguns óleos essenciais pode causar irritação respiratória, como tosse, espirros e coriza”, comenta Isabel. Com isso, a especialista recomenda que o uso de ervas aromáticas deve ser feito com orientação de um profissional capacitado, como um naturólogo ou uma pessoa habilitada no manuseio terapêutico de óleos essenciais.
Maneiras mais adequadas de usar ervas aromáticas
O uso de ervas aromáticas deve ser feito de maneira cuidadosa e adequada. Fernanda explica que existem três formas principais de uso: inalação, aplicação tópica e, em alguns casos, ingestão.
“Na forma de plantas, as ervas podem ser utilizadas em chás, temperos na culinária e infusões”, diz. “No entanto, essa forma de uso deve ser acompanhada e prescrita por profissional habilitado”, ressalta.
“Já na aplicação tópica, os óleos essenciais devem ser diluídos em um óleo vegetal antes de serem passados na pele. Enquanto a inalação é a forma mais rápida de obter os efeitos terapêuticos dos óleos essenciais”, destaca.
Mitos e verdades sobre ervas aromáticas
De acordo com Fernanda, existem sim alguns mitos e verdades relacionados às ervas aromáticas. Nesse caso, a especialista elenca o seguinte:
1. “Por serem naturais, as ervas aromáticas não têm contraindicação”
Mito. O uso inadequado pode causar sensibilidade, mal-estar, dores de cabeça e enjoos.
2. “Óleos essenciais podem ser usados sem diluição”
Mito. Na maioria dos casos, eles devem ser diluídos em óleo vegetal, especialmente para uso tópico.
3. “Plantas aromáticas e óleos essenciais podem complementar tratamentos médicos”
Verdade. Mas lembre-se que elas nunca substituem o acompanhamento profissional.
Já reparou?
A PROTESTE é a maior associação de defesa do consumidor da América Latina e, como parte de seu propósito, está sempre atenta às necessidades do mercado brasileiro. Recentemente, lançamos a campanha Já Reparou?, que visa garantir aos consumidores o Direito de Reparo de seus produtos eletrônicos de forma acessível. A iniciativa busca combater práticas de alguns fabricantes que limitam o reparo de aparelhos ao bloquear o uso de componentes que não sejam originais ou instalados por oficinas credenciadas.
Você pode participar dessa ação e colaborar com essa conquista – acesse o site jareparou.com.br, assine e garanta esse direito. Essa vitória, entre outras coisas, amplia a aquisição de peças e manuais, reduzindo o custo de consertos para o consumidor e incentivando a sustentabilidade.