No inverno, os pequenos podem ser mais vulnerável a alguns tipos de doenças respiratórias que desencadeiam diversos sintomas.
No Brasil, o inverno traz consigo não só temperaturas baixas e pouca umidade do ar, mas também as doenças respiratórias. Todos podem ser afetados por essas enfermidades, mas as crianças são consideradas mais propensas a desenvolverem esses quadros. Por isso, é importante que os pais e responsáveis fiquem atentos ao surgimento de possíveis sintomas, bem como adotem cuidados para prevenir que seus filhos pequenos sejam afetados por este problema.
De acordo com o Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado no dia 3 de julho, a incidência de casos de Síndrome Respiratória Grave (SRAG) no país está em níveis moderado e/ou alto. No documento, foi destacado que a SRAG apresenta maior impacto nas crianças pequenas.
Conforme um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Faculdade de Medicina do ABC, as doenças respiratórias na infância preocupam os profissionais de saúde por conta de seu elevado índice de morbidade neste grupo – termo que se refere à quantidade frequência de pessoas que ficam doentes em algum período e local.
Além da temperatura mais baixa, Gustavo Falbo Wandalsen, diretor da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), cita que no inverno o ar fica mais seco e mais poluído. Ainda, o especialista comenta que nessa estação há uma maior circulação de vírus. “Todos esses fatores fazem com que a época tenha maior frequência de doenças respiratórias”, diz.
Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a estação de inverno deste ano deve encerrar no dia 22 de setembro. A previsão é de que as temperaturas em partes do Sul e Sudeste do Brasil sejam inferiores a 22ºC, neste período. Além disso, a queda nos termômetros pode resultar em geadas e queda de neve em várias áreas do país, bem como friagens nos estados do Mato Grosso, Rondônia, Acre e no sul do Amazonas.
Ainda, partes das regiões Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste são marcadas pela falta de maiores volumes de chuva nesse período.
Principais sintomas de doenças respiratórias em crianças
Nesse período do ano, as principais doenças respiratórias que podem acometer as crianças são: bronquiolite e pneumonia. Conforme Gustavo, essas enfermidades costumam ser causadas por vírus.
A inflamação em pequenas vias aéreas dos pulmões, chamadas bronquíolos, é o que configura a bronquiolite. O vírus sincicial respiratório (VSR) é o mais associado ao desenvolvimento da doença, presente em cerca de 80% dos casos, conforme o Ministério da Saúde. Segundo a pasta, a bronquiolite é mais frequente em crianças com menos de dois anos.
Já a pneumonia acontece quando os alvéolos dos pulmões são acometidos por pus e líquido. Esses alvéolos são como pequenas bolsas de ar e, quando eles sofrem esse impacto, a respiração fica mais complicada, provocando dores, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Além dessas duas doenças, Gustavo diz que “é comum que crianças com doenças crônicas, como a asma, tenham mais sintomas nessa época do ano”. Assim, o profissional explica que, no geral, os principais sintomas de doenças respiratórias no público infantil são:
- Tosse;
- Falta de ar;
- Obstrução nasal;
- Presença de secreção respiratória.
“No caso das doenças infecciosas, a febre também pode estar associada”, complementa.
Mas e quando se trata de bronquiolite, quais são os principais sintomas em crianças? De acordo com o informativo do Ministério da Saúde citado acima, os sinais da doença viral são:
- Obstrução nasal;
- Coriza mais clara;
- Tosse;
- Febre;
- Irritabilidade;
- Dificuldade para respirar;
- Respiração rápida e chiado no peito.
Já em casos de pneumonia, um estudo da Universidade Federal Fluminense elenca os principais sintomas no público infantil, como:
- Febre;
- Tosse;
- Respiração rápida;
- Sensação de falta de ar;
- Chiado no peito.
O diretor da ASBAI pontua que é preciso levar a criança ao médico quando os sintomas dos quadros citados forem intensos ou persistentes.
Principais tratamentos

O tratamento para doenças respiratórias pode ser feito de diferentes maneiras (Foto: Freepik).
É importante compreender que o tratamento de doenças respiratórias depende do diagnóstico e deve ser orientado por um médico. Mas, no geral, Gustavo explica que é possível o uso de medicamentos de alívio em vários casos. “Antibióticos podem ser necessários nas doenças infecciosas. Já doenças como a asma têm tratamentos específicos, com medicação inalatória, por exemplo”.
Conforme o Ministério da Saúde, o tratamento para os casos de bronquiolite é baseado nos sintomas que o paciente pode apresentar. De modo geral, os cuidados para a doença englobam:
- Terapia de suporte;
- Suplementação de oxigênio;
- Hidratação;
- Uso de substâncias para a dilatação das pequenas vias aéreas nos pulmões.
Em relação à pneumonia, a OMS destacou que a enfermidade costuma ser tratada com antibióticos, que devem ser prescritos por profissionais da saúde.
Prevenção contra doenças respiratórias em crianças
Como as doenças respiratórias são mais frequentes no inverno, é necessário compreender o que fazer para prevenir que esses quadros ocorram nas crianças. Para isso, Gustavo enfatiza: tenha as vacinas atualizadas. “Várias doenças podem ser prevenidas, como a gripe e a covid-19”.
Em nota, o Ministério da Saúde explicou que a vacina Pneumo 23 ou pneumocócica 23 evita doenças como pneumonia e meningite. Em relação à vacina para bronquiolite, a pasta informou que a imunização estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) em breve e será voltada para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Além disso, Gustavo fala sobre outras práticas preventivas: “Hábitos saudáveis são muito importantes, como atividades físicas, alimentação equilibrada e sono adequado. Também é recomendado evitar contato com pessoas doentes ou usar máscaras de proteção”.
Aliás, quando se trata de limitar a aproximação com pessoas com sintomas de quadros respiratórios, isso é muito importante para crianças pequenas, por serem mais vulneráveis. Em relação à nutrição, a OMS destacou como a prática é fundamental no combate à pneumonia, pois fortalece o sistema imunológico das crianças. Nos primeiros meses de vida, o leite materno é essencial para a imunidade.
A higiene é outro fator preventivo, como manter a limpeza da casa onde a criança mora, lavar as mãos regularmente e usar álcool em gel. Ainda, a ventilação na casa ajuda a evitar a circulação de vários microrganismos – como os vírus respiratórios.
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