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Mercado e acessibilidade: os convênios para pet cabem no bolso?

Resumo:

Embora os convênios para pets tragam benefícios claros para animais e tutores, a acessibilidade e os valores ainda são pontos críticos a resolver

O Brasil aparece entre os países com maior número de animais de estimação, com cerca de 160,9 milhões de pets, segundo levantamento da Abinpet. Esse cenário fortalece a busca por serviços veterinários, especialmente os convênios voltados para cães e gatos, que prometem reduzir custos e ampliar o acesso a tratamentos.

De acordo com relatório de 2024 da Petlove, apenas 8% dos tutores entrevistados possuíam esse tipo de convênio. A pesquisa também revelou que, embora 69% tenham conhecimento sobre o serviço, muitos ainda enfrentam dificuldades para contratar ou encontrar clínicas credenciadas.

Como funcionam os convênios para pets?

Esses planos podem seguir diferentes formatos. O tutor paga uma mensalidade e o animal tem acesso a atendimentos que vão de consultas a exames e até cirurgias. Segundo Gabriel Carmo, professor de Medicina Veterinária da Estácio, “os planos mais completos podem incluir até cirurgias avançadas, atendimentos de emergência e terapias específicas. Já os mais básicos tendem a se restringir aos serviços de prevenção e acompanhamento clínico”.

Além disso, existem modelos com coparticipação, em que o tutor paga parte do atendimento, ou com reembolso, quando o valor é devolvido após o pagamento inicial. Há ainda convênios que impõem limites anuais de uso ou valores máximos por procedimento. Dessa forma, a diversidade de modalidades exige atenção redobrada no momento da escolha.

Conforme estudo da PROTESTE, planos oferecidos diretamente por clínicas veterinárias tendem a ter avaliação de qualidade superior em comparação aos comercializados em parceria com seguradoras. A análise considerou aspectos como rede de atendimento, carências, cobertura, reembolso e coparticipação.

Quais serviços estão incluídos nos convênios pets?

Convênios para pets ganham destaque entre tutores brasileiros | Imagem: Freepik

Convênios para pets ganham destaque entre tutores brasileiros | Imagem: Freepik

Entre as coberturas mais comuns estão consultas clínicas, exames laboratoriais básicos, internações, vacinas e alguns exames de imagem. Em contratos mais abrangentes, há inclusão de cirurgias de maior complexidade e atendimento emergencial.

Na visão de Gabriel, o acesso a diagnósticos precoces representa um dos maiores benefícios. “Muitas doenças, como problemas gastrointestinais, cardíacos ou renais, podem ser controladas de forma eficaz quando detectadas cedo, e o plano ajuda a viabilizar esse cuidado contínuo”.

Além disso, o tutor conquista maior previsibilidade de gastos, já que os convênios permitem se programar financeiramente. “O tutor consegue se programar melhor financeiramente, sem aquele susto de uma conta alta em caso de urgência”, complementa.

Mercado e acessibilidade: os convênios cabem no bolso?

O custo dos planos varia bastante. “Um plano básico pode ser relativamente barato, mas os mais completos podem pesar no bolso. A acessibilidade vai depender muito da renda da família e do perfil do animal”, afirma Gabriel.

Mesmo assim, a demanda segue em alta. “Cada vez mais os tutores veem os animais como familiares, aumentando a preocupação com a saúde e o bem-estar”, comenta o professor. “No Brasil, o mercado pet como um todo está em expansão, e os convênios são reflexo dessa realidade. A procura aumentou principalmente depois da pandemia, quando muitas pessoas adotaram animais e passaram a investir mais no cuidado deles”.

Como escolher o melhor plano de saúde para pets?

Segundo especialistas, o primeiro passo é verificar se a rede credenciada atende na região do tutor. Também é necessário conferir os serviços inclusos e comparar com as reais necessidades do animal. Avaliar o valor da coparticipação é outro ponto essencial, já que em alguns casos os custos podem ser maiores do que consultas particulares.

“É essencial olhar as carências, ou seja, o tempo que é preciso passar até que determinados serviços possam ser utilizados”, explica Gabriel. “Outro tópico é verificar o teto de cobertura, porque alguns planos limitam o valor ou a quantidade de atendimentos por mês ou ano. Também observe se há limite de idade para a adesão do animal, os procedimentos que ficam de fora da cobertura e a questão da coparticipação”.

A orientação é conversar com outros tutores que já utilizam convênios, além de analisar contratos com atenção antes da assinatura. Essa prática evita surpresas futuras e amplia a segurança na decisão.

Para ler a matéria completa da PROTESTE, clique aqui.

Já reparou?

A PROTESTE é a maior associação de defesa do consumidor da América Latina e, como parte de seu propósito, está sempre atenta às necessidades do mercado brasileiro. Recentemente, lançamos a campanha Já Reparou?, que visa garantir aos consumidores o Direito de Reparo de seus produtos eletrônicos de forma acessível. A iniciativa busca combater práticas de alguns fabricantes que limitam o reparo de aparelhos ao bloquear o uso de componentes que não sejam originais ou instalados por oficinas credenciadas.

Você pode participar dessa ação e colaborar com essa conquista – acesse o site jareparou.com.br, assine e garanta esse direito. Essa vitória, entre outras coisas, amplia a aquisição de peças e manuais, reduzindo o custo de consertos para o consumidor e incentivando a sustentabilidade.

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