A variante Frankenstein da Covid-19 pode escapar de anticorpos e já representa 22% dos casos no mundoe
A variante XFG do coronavírus, conhecida como Frankenstein, foi detectada no Brasil após circular no Reino Unido. Resultado da fusão entre duas linhagens ômicron — LF.7 e LP.8.1.2 — a nova cepa tem provocado aumento de infecções no país, embora ainda não haja indícios de maior gravidade.
Sintomas são similares aos das versões anteriores
De acordo com informações do Metópoles, apesar do nome que remete a algo assustador, os sinais clínicos associados à XFG seguem os padrões já conhecidos da Covid-19. Casos relatam febre, dores musculares, tosse, mal-estar e resfriado, sintomas típicos da doença desde o início da pandemia.
“As recomendações com a nova variante circulando seguem as mesmas: manter a vacinação em dia, evitar o contato com pessoas apresentando doença respiratória, uso de máscara e maior isolamento das pessoas doentes”, destaca o virologista e professor Fernando Spilki, da Universidade Feevale, no Rio Grande do Sul.
Perda de olfato deixou de ser sintoma predominante
No início da pandemia, a perda de olfato era uma característica marcante. Atualmente, esse sintoma aparece com menos frequência. Os quadros clínicos se tornaram mais parecidos com uma gripe comum.
Além disso, os pacientes costumam relatar coriza, tosse e dores na cabeça e na garganta. Por outro lado, felizmente, a febre, que era comum, hoje é rara nos casos mais leves de Covid-19.
Insônia e ansiedade também têm sido relatadas
Pessoas infectadas com variantes descendentes da JN.1 mencionam sintomas menos usuais, como insônia e uma intensa sensação de ansiedade.
A circulação da XFG provocou um aumento nos casos de Covid-19 no início de julho: “Isso é a corrida evolutiva que vemos desde o princípio, o vírus vai sofrendo seleção que usualmente resulta em um ganho paulatino de transmissibilidade”.
Ensaios laboratoriais revelaram que a variante apresenta certa capacidade de escapar dos anticorpos produzidos contra versões anteriores do coronavírus. No entanto, esse comportamento é considerado parte do processo natural de evolução viral.
OMS mantém monitoramento global da nova variante

A variante Frankenstein da Covid-19 surgiu da fusão de duas linhagens ômicron | Imagem: Reprodução/Pexels
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a variante XFG já foi identificada em 38 países. Sua presença tem aumentado rapidamente, passando de 7% para 22% dos casos sequenciados globalmente em apenas três semanas.
Ainda assim, a OMS classifica a cepa como uma ‘variante sob monitoramento’ (VUM). Isso significa que ela não representa, até o momento, um risco elevado, mas requer atenção constante das autoridades de saúde.
Especialistas reforçam medidas de proteção
Apesar do surgimento de novas variantes, as orientações continuam as mesmas. Especialistas recomendam manter a vacinação atualizada, utilizar máscara em ambientes fechados ou com aglomeração e evitar contato com pessoas sintomáticas. Vale destacar que mesmo com o avanço da XFG, é possível reduzir a disseminação e proteger a população mais vulnerável.
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