Cidades de SP enfrentaram seca extrema com índices de ar comparados aos desertos, com altas temperaturas que intensificaram os impactos para a população
O Estado de São Paulo registrou na última quinta-feira (11) um cenário alarmante de baixa umidade do ar. Segundo a Defesa Civil, alguns municípios chegaram a níveis de seca intensa comparados aos desertos do Saara e do Atacama. A situação foi agravada pelo calor extremo em várias cidades, o que elevou ainda mais o risco de queimadas e problemas de saúde.
De acordo com o órgão, os índices observados são motivo de preocupação. “Esses valores são considerados extremamente alarmantes”, afirmou a Defesa Civil em nota. “A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda atenção redobrada já em níveis abaixo de 30%”, acrescentou.
Quais cidades de São Paulo registraram os menores índices de umidade?
Durante a tarde, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) confirmou que a seca foi uma das mais severas do ano. Em Descalvado, a umidade chegou a apenas 4%, enquanto em Bragança Paulista o índice ficou em 4,3%. Outras cidades também apresentaram níveis críticos, como Itapira (5,8%), Cordeirópolis (6,7%) e Sumaré (6,9%), conforme o Estadão.
A Defesa Civil classificou como estado de emergência as cidades que registraram índices iguais ou abaixo de 12%. Esse patamar indica risco elevado tanto para a saúde da população quanto para o meio ambiente. Além da dificuldade respiratória, o calor acentuou os efeitos da seca. Em Paulo de Faria, os termômetros alcançaram 40,3°C. Já em Santa Salete, a máxima foi de 39°C.
Quais orientações foram emitidas sobre a seca?

Cidades de SP sofrem com seca extrema e índices de ar em nível de deserto | Imagem: Freepik
Para tentar reduzir os impactos, a Defesa Civil enviou um alerta severo via Cell Broadcast às 12h20. A mensagem foi direcionada a 511 municípios paulistas. Entre as recomendações, estava a necessidade de hidratar-se constantemente, inclusive sem sentir sede, além de proteger os grupos mais vulneráveis, como idosos e crianças.
A orientação incluiu também evitar exercícios físicos em horários de maior calor, umidificar ambientes fechados e utilizar soro fisiológico para olhos e narinas. Outro ponto destacado foi a proibição do uso do fogo em terrenos ou no descarte de lixo, já que vários incêndios se espalharam pelo Estado durante o período de seca. Em Alto Alegre, por exemplo, um incêndio iniciado em um canavial avançou com a força do vento e seguia em combate até a noite.
Como a população pode enfrentar o cenário de seca extrema?
As autoridades ressaltam que medidas simples podem ajudar no enfrentamento do clima seco. Entre elas, está a redução do tempo de exposição ao sol e a adoção de hábitos que preservem a saúde respiratória. Além disso, reforçar cuidados com crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas se torna essencial.
A Defesa Civil segue monitorando os índices e alerta para a possibilidade de novos episódios de seca intensa. A situação exige atenção não apenas das autoridades, mas também da população, que deve colaborar para evitar práticas que ampliem os riscos de incêndios.
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