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Veterinários aceitam convênio pet? Veja desafios do mercado

Resumo:

Muitos tutores se perguntam se vale a pena contratar um plano de saúde pet, já que nem sempre há facilidade para encontrar clínicas que aceitam o convênio

O Brasil está entre os países que mais possuem animais de estimação no mundo. Segundo a Abinpet, são mais de 160 milhões de pets vivendo nos lares brasileiros. Esse número coloca o país na terceira posição mundial e reflete o crescimento do setor voltado para animais de companhia. C

om esse cenário, cresce também a procura por serviços de saúde para cães e gatos. O convênio específico surgiu para atender essa demanda, oferecendo consultas, exames e até internações. Porém, muitos tutores relatam dificuldade de encontrar veterinários que aceitam o plano. Esse é um dos principais desafios desse mercado em expansão.

Como funciona o convênio pet?

Os planos para pets seguem a lógica dos convênios humanos. O tutor paga uma mensalidade e o animal recebe cobertura para determinados procedimentos. De acordo com Gabriel Carmo, professor de Medicina Veterinária da Estácio, esses serviços podem incluir consultas de rotina, exames de imagem, internações e até cirurgias.

As operadoras oferecem modelos variados. Alguns funcionam com clínicas credenciadas, outros utilizam reembolso e há também a coparticipação. Existem planos com limites anuais de uso ou tetos financeiros por procedimento. Um estudo da Revista Proteste em 2023 mostrou que convênios administrados por clínicas apresentaram melhor qualidade em comparação aos vinculados a seguradoras. Essa diferença impactou diretamente a satisfação dos tutores avaliados.

O que os planos costumam cobrir?

Os pacotes disponíveis no mercado apresentam níveis distintos de abrangência. Planos básicos oferecem vacinas, consultas clínicas e exames laboratoriais simples. Já opções mais completas podem incluir cirurgias complexas, terapias especializadas e pronto-atendimento em emergências.

“Muitas doenças, como problemas gastrointestinais, cardíacos ou renais, podem ser controladas de forma eficaz quando detectadas cedo, e o plano ajuda a viabilizar esse cuidado contínuo”, afirma Gabriel. Ele explica que a cobertura facilita diagnósticos precoces e garante previsibilidade de gastos para os tutores, o que reduz surpresas em casos de urgência.

É fácil encontrar veterinários que aceitam o convênio?

Apesar da expansão do setor, a rede credenciada ainda é um obstáculo para muitos tutores. A limitação de clínicas conveniadas reduz o acesso em várias regiões. Gabriel destaca que esse é um ponto delicado. “A rede credenciada do plano pode não ser tão ampla em algumas regiões, o que limita o acesso. Além disso, o veterinário precisa avaliar se o valor pago pelo convênio é compatível com o investimento da clínica. Muitos profissionais acabam não aderindo porque os repasses são baixos”.

Segundo dados da Petlove, apenas 8% dos tutores possuíam convênio para seus animais em 2023. Embora o número ainda seja pequeno, a adesão vem crescendo, principalmente após a pandemia. O aumento da adoção de pets estimulou o cuidado preventivo e a busca por serviços veterinários mais acessíveis.

Vale a pena contratar um convênio pet?

Os convênios oferecem benefícios importantes, como maior frequência de visitas ao veterinário e detecção precoce de doenças. Ainda, permitem que tutores se organizem financeiramente diante de imprevistos. Ainda assim, especialistas orientam analisar atentamente carências, exclusões e limites de cobertura antes da contratação.

Gabriel defende ajustes para melhorar a experiência dos consumidores. Para ele, é fundamental “ampliar a rede de atendimento, investir em transparência nos contratos e criar planos mais personalizados, de acordo com a idade e necessidades de cada animal”. Enquanto isso não acontece, cabe ao tutor avaliar se a relação custo-benefício do convênio realmente se adapta à realidade de sua família.

Para ler a matéria completa da PROTESTE, clique aqui.

Já reparou?

A PROTESTE é a maior associação de defesa do consumidor da América Latina e, como parte de seu propósito, está sempre atenta às necessidades do mercado brasileiro. Recentemente, lançamos a campanha Já Reparou?, que visa garantir aos consumidores o Direito de Reparo de seus produtos eletrônicos de forma acessível. A iniciativa busca combater práticas de alguns fabricantes que limitam o reparo de aparelhos ao bloquear o uso de componentes que não sejam originais ou instalados por oficinas credenciadas.

Você pode participar dessa ação e colaborar com essa conquista – acesse o site jareparou.com.br, assine e garanta esse direito. Essa vitória, entre outras coisas, amplia a aquisição de peças e manuais, reduzindo o custo de consertos para o consumidor e incentivando a sustentabilidade.

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