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True crime e saúde mental: como a terapia pode ajudar?

Resumo:

A relação entre terapia e true crime mostra como o consumo de crimes reais pode impactar emoções e quando buscar ajuda para proteger a saúde mental

No início, muitas pessoas se sentem atraídas por conteúdos de true crime não apenas pela emoção, mas também pela possibilidade de aprendizado e preparação. Contudo, esse tipo de narrativa pode trazer implicações para a saúde mental. Por isso, entender como a terapia pode ajudar se torna essencial.

Como a terapia pode auxiliar quem consome true crime?

No consultório, a terapia ajuda o público a lidar com reações emocionais negativas que podem surgir após assistir conteúdos de crime real. Segundo a psicóloga Evelin Costa Rocha, “a terapia é fundamental para ajudar as pessoas a entenderem e se conectarem com a origem de gatilhos emocionais”. O uso de técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajuda o paciente a controlar pensamentos perturbadores e sintomas, renovando a segurança emocional.

Além disso, intervenções como a TCC baseada em trauma (TF-CBT) se mostram eficazes para tratar reações intensas causadas por eventos impactantes. A TF-CBT trabalha com psicoeducação, regulação emocional e exposição controlada à narrativa traumática. Ainda, a terapia cognitivo-comportamental tradicional, recomendada por associações profissionais, ensina técnicas como reestruturação cognitiva, terapia de exposição e regulação do estresse, ajudando a reduzir sintomas de ansiedade e traumas.

O que dizem estudos sobre true crime e impactos psicológicos?

A terapia transforma o consumo de true crime de risco em ferramenta de autoconhecimento | Pexels

A terapia transforma o consumo de true crime de risco em ferramenta de autoconhecimento | Pexels

Pesquisas acadêmicas mostram que o consumo de true crime pode aumentar a ansiedade e o medo. Segundo um estudo da Parrot Analytics, o subgênero cresceu rapidamente, sinalizando forte exposição do público e os impactos psicológicos variam conforme contexto emocional e frequência de exposição.

Um relatório da Universidade do Nebraska observou que podcasts de true crime podem ser terapêuticos para vítimas de violência doméstica. Isso ocorre porque essas pessoas se colocam numa posição de controle sobre a narrativa traumática, o que traz alívio emocional.

Mas nem tudo é positivo: relatos acadêmicos apontam riscos como dessensibilização e amplificação do medo com exposição frequente a imagens violentas. E o fenômeno denominado “Serial Effect” mostra que podcasts de true crime podem influenciar a percepção do público sobre o funcionamento da justiça, criando expectativas irreais sobre processos judiciais.

Quem pode sentir mais os impactos e quando buscar terapia?

Pessoas com vulnerabilidade emocional, histórico de trauma ou predisposição à ansiedade tendem a ser mais afetadas por esse tipo de conteúdo. Quando surgem sinais como insônia, taquicardia, medo intenso, catastrofização ou revivência de cenas na mente, é recomendável buscar apoio psicológico.

Nessas situações, a terapia torna-se ferramenta para: nomear, entender e regular as emoções; desenvolver resiliência; entender o gatilho; e restabelecer o senso de controle.

Para ler a matéria completa a PROTESTE, clique aqui.

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Você pode participar dessa ação e colaborar com essa conquista – acesse o site jareparou.com.br, assine e garanta esse direito. Essa vitória, entre outras coisas, amplia a aquisição de peças e manuais, reduzindo o custo de consertos para o consumidor e incentivando a sustentabilidade.

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