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Veja lista com todas as vacinas disponíveis no SUS

Resumo:

O calendário de vacinas do SUS oferece imunização contra diferentes doenças e assegura acesso universal para crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes

Os programas de vacinação mudaram o cenário da saúde em várias partes do mundo. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) garante acesso gratuito a vacinas por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Esse sistema, em vigor desde 1973, contribuiu para erradicar doenças graves e ampliar a proteção da população.

Segundo especialistas, as campanhas de imunização já eliminaram enfermidades como poliomielite e tétano neonatal. Além disso, reduziram os casos de rubéola congênita, difteria, coqueluche, meningites e outras doenças infecciosas. Dessa forma, a cobertura vacinal se consolidou como um dos principais indicadores de saúde pública.

O que é cobertura vacinal e por que ela é importante?

A cobertura vacinal mede a proporção de pessoas vacinadas em uma população-alvo dentro de um período específico. De acordo com Renata Holanda dos Anjos Lima, professora assistente no Centro Universitário São Camilo, “esse indicador é fundamental para avaliar a efetividade das políticas públicas de imunização, orientar ações de busca ativa de não vacinados e monitorar o alcance das metas do PNI, que geralmente variam entre 90% e 95%, dependendo da vacina”.

Os números confirmam a relevância desse acompanhamento. Dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) mostram que, até meados da década de 2010, o Brasil mantinha índices superiores a 95% para vacinas essenciais. No entanto, a partir de 2016, os percentuais começaram a cair. Em 2019, a taxa de imunização estava em 73%. Em 2020, recuou para 67% e, em 2021, não chegou a 59%.

Fernanda Tavares de Mello Abdalla, professora no mesmo centro universitário, ressalta que “a cobertura vacinal tem se recuperado, mas não completamente, já que algumas vacinas ainda não atingiram a meta de cobertura estabelecida”.

Quais fatores explicam a queda na vacinação?

Vacinas do SUS protegem milhões de brasileiros em todas as idades | Imagem: Pexels

Vacinas do SUS protegem milhões de brasileiros em todas as idades | Imagem: Pexels

Entre os principais motivos para a redução, especialistas citam a hesitação vacinal. Esse comportamento é alimentado por fake news e pela falta de confiança nas instituições de saúde. Segundo Renata, outro ponto é a percepção equivocada de que muitas doenças já não oferecem riscos.

Ainda assim, nos anos de 2022 e 2023, houve sinais de retomada. Campanhas nacionais de multivacinação, busca ativa de não vacinados e ações de comunicação ajudaram a ampliar a adesão. Mesmo assim, os desafios permanecem para garantir o alcance das metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde.

Quais vacinas o SUS disponibiliza para cada público?

O calendário de vacinação do SUS contempla crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes. A lista inclui imunizantes como BCG, hepatite B, tríplice viral, meningocócicas, HPV, febre amarela, influenza e covid-19. Algumas vacinas, como a contra herpes zoster e a meningocócica B, só estão disponíveis em clínicas privadas.

Recentemente, o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária da vacina meningocócica ACWY. Antes restrita a adolescentes de 11 a 14 anos, agora também está disponível para crianças a partir de 12 meses e a segurança dos imunizantes passa por processos rigorosos. Estudos pré-clínicos, ensaios clínicos em humanos e monitoramento contínuo garantem a qualidade das vacinas. Eventuais efeitos colaterais são leves e temporários, como dor no braço, febre baixa ou cansaço.

Como tirar dúvidas sobre vacinas de forma confiável?

Muitas pessoas questionam se vacinas são seguras, se causam reações graves ou se diferentes doses podem ser aplicadas juntas. Nesses casos, a recomendação é buscar orientação de profissionais de saúde. Na internet, os canais oficiais do Ministério da Saúde, Fiocruz, Anvisa, Sociedade Brasileira de Imunizações e Organização Mundial da Saúde oferecem informações confiáveis.

“É fundamental verificar se as informações citam fontes científicas reconhecidas e evitar conteúdos alarmistas ou sem respaldo técnico”, reforça Renata.

Para ler a matéria completa da PROTESTE, clique aqui.

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