As vacinas que entram no calendário do SUS passam por protocolos que envolvem testes clínicos, análises de impacto e garantia de segurança pela Anvisa
No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) é o responsável por garantir o acesso gratuito a vacinas em todas as fases da vida. Criado para proteger a população contra doenças graves, o programa já foi capaz de erradicar enfermidades e reduzir de forma significativa surtos que antes eram comuns.
Apesar do impacto positivo, nem toda vacina disponível no mercado chega automaticamente ao calendário do SUS. A inclusão segue critérios rigorosos e avalia diferentes fatores relacionados à saúde pública, à eficácia e à segurança do imunizante.
Quais são os critérios para uma vacina entrar no PNI?
Para que uma vacina passe a integrar o calendário oficial, a análise é feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Segundo especialistas, vários pontos são avaliados nesse processo. Entre eles estão a gravidade da doença, a mortalidade e a morbidade que ela causa, além do impacto sobre o sistema de saúde.
Outros fatores considerados são a frequência da enfermidade, a eficácia e a segurança comprovadas do imunizante, além da viabilidade logística de produção, armazenamento e distribuição pelo SUS. Também pesa na decisão a relação custo-benefício. Dessa forma, apenas vacinas que realmente demonstram impacto positivo e viabilidade entram na lista.
Como é garantida a segurança de uma vacina?

O calendário do SUS garante vacinas com eficácia comprovada | Imagem: Freepik
Antes de chegar ao público, as vacinas passam por uma série de etapas que garantem sua segurança. “Primeiro, há estudos pré-clínicos em laboratório e modelos animais para avaliar a segurança e a resposta imune. Em seguida, ocorrem ensaios clínicos em três fases, que avaliam segurança, imunogenicidade [capacidade da resposta imune] e eficácia em humanos”, descreve Renata Holanda dos Anjos Lima, professora assistente no Centro Universitário São Camilo.
Após a aprovação, a produção industrial segue normas de Boas Práticas de Fabricação da Anvisa e da Organização Mundial da Saúde. “Após a aprovação regulatória, a produção industrial mantém um controle rigoroso de matérias-primas, esterilidade e potência, com testagem de cada lote”, acrescenta Renata. Além disso, os imunizantes continuam sendo monitorados pelo Sistema de Vigilância de Eventos Adversos Pós-Vacinação.
Vacinas podem ter efeitos colaterais?
Assim como outros medicamentos, vacinas podem causar reações temporárias. Entre os efeitos mais comuns estão dor no local da aplicação, febre e cansaço. Em geral, esses sintomas desaparecem em até dois dias e podem ser aliviados com medidas simples, como compressas frias, repouso e hidratação adequada.
De acordo com especialistas, os benefícios superam em muito os possíveis efeitos adversos. A vacinação em larga escala é o que permite a redução de surtos e a proteção de toda a comunidade.
Onde buscar informações confiáveis sobre vacinas?
Dúvidas sobre vacinas são comuns, principalmente sobre segurança, efeitos colaterais e necessidade de múltiplas doses. “Em geral, muitos se perguntam se as vacinas são seguras, se tem efeitos colaterais, se diferentes vacinas podem ser aplicadas ao mesmo tempo, entre outras”, explica Fernanda Tavares de Mello Abdalla, professora do Centro Universitário São Camilo.
A recomendação é sempre consultar profissionais de saúde ou fontes oficiais, como o Ministério da Saúde, a Anvisa, a Fiocruz, a Sociedade Brasileira de Imunizações e a Organização Mundial da Saúde. “É fundamental verificar se as informações citam fontes científicas reconhecidas e evitar conteúdos alarmistas ou sem respaldo técnico”, completa Renata.
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