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Quais fatores podem explicar a queda da cobertura vacinal no Brasil?

Resumo:

O país luta para recuperar altas taxas de cobertura vacinal, enquanto campanhas tentam combater fake news e ampliar o acesso às vacinas ofertadas pelo SUS

Programas de vacinação desempenham papel decisivo na prevenção de doenças e na redução de surtos em diferentes regiões do mundo. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) garante vacinas gratuitas para todas as faixas etárias por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Apesar dos avanços conquistados ao longo dos anos, a cobertura vacinal apresenta novos desafios que preocupam especialistas.

De acordo com especialistas, a cobertura vacinal já foi considerada exemplar. Durante parte da década de 2010, o Brasil registrava índices superiores a 95% em imunizações essenciais, como a tríplice viral e a pentavalente. Porém, desde 2016, os números começaram a cair e preocupam autoridades de saúde.

Quais doenças foram controladas pelas vacinas no Brasil?

Apesar dos esforços do SUS, a cobertura vacinal no Brasil segue abaixo da meta de 95% | Imagem: Pexels

Apesar dos esforços do SUS, a cobertura vacinal no Brasil segue abaixo da meta de 95% | Imagem: Pexels

O PNI foi responsável por eliminar casos de poliomielite, tétano neonatal e síndrome da rubéola congênita. Além disso, reduziu drasticamente a incidência de difteria, coqueluche, hepatite B, caxumba e febre amarela. Segundo o Ministério da Saúde, a imunização também evitou complicações graves ligadas à tuberculose e à rubéola.

No entanto, dados da Fundação Oswaldo Cruz revelam que a cobertura caiu para menos de 59% em 2021. Em 2020, o índice era de 67%, e em 2019 chegava a 73%. “No entanto, a partir de 2016, observou-se uma queda consistente nos índices”, comenta Renata Holanda dos Anjos Lima, professora assistente do Centro Universitário São Camilo.

Por que a cobertura vacinal caiu nos últimos anos?

A professora Fernanda Tavares de Mello Abdalla, do Centro Universitário São Camilo, explica que a redução está ligada a diversos fatores, como a disseminação de fake news e a desinformação nas redes sociais. Outro ponto citado é a percepção equivocada de que certas doenças já não representam risco.

Renata destaca ainda que a hesitação vacinal enfraquece as campanhas do SUS. “Esse indicador é fundamental para avaliar a efetividade das políticas públicas de imunização, orientar ações de busca ativa de não vacinados e monitorar o alcance das metas do PNI, que geralmente variam entre 90% e 95%, dependendo da vacina”, afirma.

O que tem sido feito para recuperar os índices?

Entre 2022 e 2023, campanhas de multivacinação e novas estratégias de comunicação mostraram sinais de recuperação. Ações de busca ativa de pessoas não vacinadas também reforçaram a retomada. Fernanda ressalta que, mesmo com avanços, algumas vacinas ainda não alcançaram as metas de cobertura.

Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo é que a maioria das vacinas atinja 95% da população. Exceções, como HPV e rotavírus, têm meta de 90%. Para isso, é necessário ampliar campanhas educativas, garantir acesso nos municípios e combater a desinformação com dados científicos.

Quais vacinas estão disponíveis gratuitamente no SUS?

O calendário de imunização inclui vacinas desde o nascimento até a terceira idade. Estão disponíveis imunizantes contra tuberculose, hepatite B, poliomielite, febre amarela, covid-19, sarampo, rubéola, caxumba, varicela, meningite, entre outras. Gestantes e idosos também contam com esquemas vacinais específicos.

Outros imunizantes, como a vacina contra o vírus herpes zoster ou a meningocócica B, só podem ser encontrados em clínicas privadas. Nesse caso, a recomendação é verificar se o estabelecimento tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para ler a matéria completa da PROTESTE, clique aqui.

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