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Como o ômega-3 pode proteger mulheres do Alzheimer? Descubra

Resumo:

Novas descobertas sugerem que o Alzheimer pode afetar homens e mulheres de forma diferente, especialmente em relação ao papel do ômega-3 no organismo

Um estudo publicado na última quarta-feira (20) na revista Alzheimer’s & Dementia revelou que mulheres com bons níveis de ácidos graxos, como o ômega-3, podem ter proteção extra contra o Alzheimer. A descoberta reforça a importância da alimentação no funcionamento do cérebro e aponta diferenças entre homens e mulheres no avanço da doença.

Os pesquisadores compararam amostras de sangue de pessoas saudáveis e pacientes com sintomas de Alzheimer. Nos resultados, foi constatada perda expressiva de gorduras essenciais em mulheres com o diagnóstico, o que abre espaço para novas abordagens de prevenção.

O que é Alzheimer e quais os primeiros sinais?

De acordo com o Metrópoles, o Alzheimer é um distúrbio neurodegenerativo que compromete progressivamente a memória e outras funções cognitivas. Embora não exista uma causa definida, há indícios de ligação com fatores genéticos e ambientais.

É o tipo de demência mais comum entre idosos e, de acordo com o Ministério da Saúde, representa mais da metade dos casos registrados no Brasil. No início, o sintoma mais recorrente é a perda de memória recente. Com o avanço, podem surgir confusões com tempo e lugar, mudanças na fala, irritabilidade e dificuldade de comunicação.

Enquanto isso, o estudo do King’s College London apontou que mulheres com Alzheimer apresentaram níveis até 20% mais baixos de lipídios insaturados, considerados fundamentais para a saúde cerebral. Nos homens, essa diferença não foi observada, o que sugere que os efeitos da doença variam de acordo com o sexo.

Como a pesquisa foi realizada?

A investigação contou com 841 participantes, incluindo pacientes com Alzheimer, pessoas com comprometimento cognitivo leve e indivíduos saudáveis. Para avaliar o sangue, os cientistas utilizaram espectrometria de massa, técnica que permitiu a análise de cerca de 700 tipos de lipídios.

As mulheres diagnosticadas apresentaram níveis mais altos de gorduras saturadas, prejudiciais à saúde, e menos lipídios insaturados, entre eles os ácidos graxos ômega. Já entre os homens, esse padrão não se repetiu.

A médica Cristina Legido-Quigley, uma das responsáveis pelo estudo, destacou a surpresa com os resultados. “O estudo revela que a biologia lipídica do Alzheimer é diferente entre os sexos, abrindo novos caminhos para a pesquisa. Além disso, dá indícios de que a menor quantidade desses compostos pode ser causal no Alzheimer, mas precisamos de um ensaio clínico para confirmar isso”, afirmou.

Ômega-3 pode ajudar na proteção do cérebro?

Conforme os dados coletados, as mulheres devem priorizar a ingestão de ácidos graxos, especialmente o ômega-3. Outros tipos, como ômega-6 e ômega-9, também são benéficos para o organismo e podem contribuir para a saúde cognitiva.

Essas gorduras estão presentes em peixes como salmão, sardinha e atum, além de alimentos de origem vegetal, como sementes de linhaça e chia, nozes, abacate, azeite de oliva e óleo de canola.

“Conseguimos detectar diferenças biológicas nos lipídios entre os sexos em uma grande corte e demonstrar a importância dos lipídios que contêm ômegas no sangue, o que não havia sido feito antes. Os resultados são muito impressionantes e agora estamos analisando o quão precocemente essa mudança ocorre nas mulheres”, explicou o médico Asger Wretlind, coautor do estudo.

Por que as mulheres são mais afetadas pelo Alzheimer?

Ômega-3 pode ser a chave para reduzir Alzheimer em mulheres | Imagem: Pexels

Ômega-3 pode ser a chave para reduzir Alzheimer em mulheres | Imagem: Pexels

Segundo estimativas globais, mais de 35 milhões de pessoas vivem com Alzheimer. Dessas, duas em cada três são mulheres. Fatores sociais e hormonais já foram apontados como possíveis explicações, mas os cientistas ainda não chegaram a uma resposta definitiva.

Agora, os indícios levantados pelo estudo sugerem que a forma como o corpo feminino processa os lipídios pode ser parte dessa diferença. A médica Julia Dudley, chefe de pesquisa da Alzheimer’s Research UK, ressaltou a necessidade de novos estudos. “Compreender como a doença se manifesta de forma diferente em mulheres pode ajudar os médicos a adaptar tratamentos e orientações de saúde futuros”, declarou.

Dudley reforçou que pesquisas futuras devem incluir populações mais diversas para confirmar se os mesmos efeitos ocorrem em diferentes etnias.

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