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Deficiência de melatonina: saiba os riscos para sua saúde

Resumo:

A deficiência de melatonina reduz a qualidade do sono, afeta a imunidade e ainda está associada ao surgimento de doenças crônicas

A melatonina, conhecida como o hormônio do sono, tem papel essencial para o equilíbrio do organismo. Sua produção acontece principalmente durante a noite, em resposta à escuridão. No entanto, a exposição excessiva à luz artificial, especialmente de telas de celulares e computadores, pode comprometer a liberação natural da substância.

Esse desequilíbrio tem impacto direto na qualidade do sono e na saúde em geral. Pesquisadores e especialistas alertam que a deficiência de melatonina está relacionada não apenas à insônia, mas também a alterações metabólicas, imunológicas e até emocionais.

O que a deficiência de melatonina pode causar na saúde?

A falta de melatonina provoca dificuldade para dormir e manter o sono estável. Segundo Gilmar Fernandes do Prado, especialista em medicina do sono da Unifesp, os efeitos vão além do cansaço. “A longo prazo, o sono insuficiente afeta a memória, o humor, o metabolismo e, até mesmo, o sistema imunológico”, explica.

O especialista ressalta que a deficiência prolongada aumenta o risco de doenças como depressão, ansiedade, diabetes, hipertensão e até problemas intestinais. Além disso, o envelhecimento também reduz a produção natural do hormônio, o que pode agravar distúrbios do sono em idosos. Dessa forma, o impacto da melatonina insuficiente vai muito além do sono ruim.

Medicamentos realmente funcionam?

Estudos recentes indicam que o uso de melatonina em cápsulas pode melhorar a qualidade do sono. Uma pesquisa publicada na plataforma Research, Society and Development apontou eficácia em adultos, desde que utilizada em baixas doses e por curto período.

Apesar disso, os especialistas reforçam que a substância deve ser prescrita por profissionais de saúde. Gilmar reforça: “Se for tomado em horários incompatíveis com o ritmo de funcionamento do organismo de uma determinada pessoa, seus efeitos poderão piorar os sintomas ou o problema que a pessoa esteja apresentando”.

Outro ponto importante é a diferença entre suplemento e medicamento. O médico esclarece que “a melatonina é um medicamento, que se define como uma substância de origem natural ou sintética, que foi testada para o diagnóstico e/ou tratamento preventivo ou curativo”. Ele ressalta que não há uma demanda orgânica por reposição, como ocorre com vitaminas.

Quais sintomas podem indicar falta de melatonina?

Deficiência de melatonina prejudica a regulação natural do sono | Imagem: Freepik

Deficiência de melatonina prejudica a regulação natural do sono | Imagem: Freepik

De acordo com estudo da The Scientific World Journal, os sintomas mais comuns de deficiência estão ligados a distúrbios do sono. Entre eles, insônia, sono fragmentado e despertares frequentes durante a noite.

Gilmar acrescenta que a queda na produção natural está associada a doenças neurológicas. “O que mais ocorre é sua diminuição associada à idade, provocando atraso da fase do sono, ou seja, a pessoa tende a dormir mais tarde. Também há uma associação à doença de Alzheimer, relacionada ao quadro de confusão mental no início da noite, e com a doença de Parkinson, contribuindo para a fragmentação do sono nesses pacientes”, destaca.

Pesquisas também mostram ligação entre a deficiência e condições como esclerose múltipla, autismo, diabetes e doença renal crônica. Nessas situações, os distúrbios do sono aparecem como sintomas secundários, mas que afetam a qualidade de vida.

É possível estimular a produção natural?

Além do tratamento com medicamento, alguns hábitos ajudam a estimular a produção natural da substância. O médico recomenda manter horários regulares para alimentação e sono, praticar atividade física pelo menos quatro horas antes de deitar e evitar estímulos intensos duas horas antes de dormir.

Outras práticas simples, como usar luz amarela no ambiente noturno e criar um ritual de relaxamento, também favorecem a regulação do relógio biológico. Dessa maneira, o organismo consegue produzir melatonina de maneira adequada, melhorando a qualidade do sono.

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