Saiba como aproveitar melhor o delivery nos negócios

Saiba como aproveitar melhor o delivery nos negócios

Presidente do SindRio dá dicas operacionais e de segurança para a entrega de comida em casa durante a pandemia do coronavírus

A prática do delivery, de um dia para o outro, acabou sendo uma novidade e um último e único recurso para muitos estabelecimentos do ramo alimentício durante a crise provocada pela pandemia de Covid-19. Especialmente para aqueles que não estavam acostumados a trabalhar com essa modalidade de vendas. 

Segundo o presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio), Fernando Blower, qualquer empreendimento pode fazer um delivery próprio, com telefone, WhatsApp e motoboys, vendendo diretamente para a comunidade ou para os bairros próximos. Mas usar plataformas como iFood, Rappi e Uber Eats, que cobram taxas altas, pode ser uma alternativa para que o estabelecimento tenha mais visibilidade e de uma forma mais rápida. 

“Não é fácil se reinventar. Primeiramente, é muito importante você ser visto. Fazer o produto chegar ao seu cliente. Seja numa grande plataforma de delivery ou com uma boa presença nas redes sociais”, disse Fernando.

O que vender?

Para Fernando, o mais importante ao montar uma operação de delivery no atual momento da crise do coronavírus é ter um planejamento e fazer as coisas de uma forma mais simplificada.

“Faça um cardápio enxuto. Porque senão você vai encher seu estoque, vai ter mais perdas e dificuldade de produzir. Muitos estabelecimentos estão trabalhando com mais opções de tamanho, para contemplar famílias ou pessoas sozinhas”, contou o presidente do SindRio.

Além disso, de acordo com ele, em vez de entregar um prato pronto, muitos estabelecimentos estão investindo em entregar preparos de forma separada, para o cliente finalizar em casa. 

“Em vez de entregar a massa pronta, você pode mandar o molho separado. Pode mandar legumes já cozidos e porcionados. Assim, as pessoas podem se divertir cozinhando ou finalizando pratos em família. Alguns restaurantes acabaram se tornando mini delicatessens ou empórios. E usam plataformas de delivery para vender esses produtos”, revelou Fernando.

Segurança na entrega

De acordo com o presidente do SindRio, a operação que envolve o delivey pode ser feita com um grande nível de segurança. Ele lembrou que, segundo estudos órgãos de saúde da União Europeia, não há indícios de contaminação pelo coronavírus por conta de ingestão da comida. Portanto, o mais perigoso seria o toque, sem os devidos cuidados, entre pessoas e equipamentos.

Os restaurantes, como destacou Fernando, estão higienizando tudo antes de um pedido sair para delivery. Máquinas de cartão são higienizadas sempre antes e depois do uso – lembrando que, se possível, é sempre bom já realizar o pagamento no momento do pedido, para evitar o uso da maquininha. E os motoboys estão mantendo distância dos clientes na hora da entrega. Mas é importante que o cliente também tome sua parcela de cuidados.

“Tire a comida da embalagem original e descarte, higienizando as mãos logo depois. Respeite o distanciamento de pelo menos dois metros em relação ao entregador. Muitos prédios têm estabelecido locais para o motoboy deixar a encomenda para a pessoa pegar depois. É preciso ter a consciência de que o cliente pode estar com o vírus e passar para o entregador. Por isso, é importante ter esses cuidados, para proteger todo mundo e afastar ao máximo o risco”, disse Fernando.


Parceria com app de delivery

Uma das frentes de atuação abertas pelo SindRio é buscar ferramentas para que as empresas tenham um faturamento no atual momento de crise. Como o delivery é a grande válvula de escape, o sindicato negociou com as principais plataformas do mercado e fechou uma parceria com a Rappi

“Falamos com as principais. Uber Eats e iFood decidiram tomar ações nacionais. A Rappi nos respondeu mais rápido e fez uma parceria com a gente, promovendo uma queda substancial de taxas durante a crise”, revelou Fernando.

As plataformas de entrega, segundo o presidente do SindRio, cobram taxas “bem significativas”, em torno de 23% do pedido, para cuidarem de toda a logística da venda, da entrega e da gestão financeira. Alguns restaurantes têm seus próprios entregadores e usam as plataformas apenas como market place. E com isso pagam taxas maiores.

Para mais informações, acesse o especial coronavírus.

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