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Diagnóstico tardio de Alzheimer impactam mais pessoas negras, aponta estudo

Um estudo recente apresentado na reunião da Sociedade Americana de Radiologia revelou que pacientes negros podem enfrentar um atraso de 5 a 6 anos no diagnóstico de Alzheimer em comparação com outros grupos étnicos. As informações são do jornal Folha de S. Paulo. 

A pesquisa, liderada por Joshua Wibecan, radiologista no Centro Médico de Boston, indica que apenas metade dos pacientes negros recebe indicação para exames diagnósticos de Alzheimer, em contraste com 60% e 67% dos pacientes brancos e latinos, respectivamente.

O estudo avaliou 1.699 participantes que realizaram ressonância magnética da cabeça, abrangendo o período de março de 2018 a fevereiro de 2022. Os pacientes negros, em média, receberam o diagnóstico associado ao Alzheimer aos 72,5 anos, em comparação com 67,8 anos para brancos e 66,5 anos para hispânicos e latinos. Apenas 50,9% dos pacientes negros realizaram ressonância magnética para confirmar a doença, enquanto entre brancos, hispânicos e outros grupos étnicos, as taxas foram mais elevadas.

O estudo sugere tanto um atraso na detecção do declínio cognitivo em pacientes negros quanto uma falta de encaminhamento adequado para exames diagnósticos. Os pesquisadores destacam a importância de solucionar as barreiras que contribuem para a desigualdade no acesso a exames de imagem cerebrais, considerados cruciais para a confirmação do diagnóstico.

Diante do Alzheimer representar 60% a 80% dos casos de demência diagnosticados, os autores do estudo enfatizam a necessidade de novas pesquisas para compreender as desigualdades raciais observadas e reduzir as barreiras associadas ao diagnóstico de pacientes negros nos Estados Unidos. No contexto brasileiro, onde 55% dos casos de demência correspondem ao Alzheimer, a conscientização sobre tais disparidades também se torna crucial.