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Arroz vermelho: como garantir a qualidade antes de comprar?

Resumo:

O arroz vermelho é valorizado pelos nutrientes, mas exige cuidado na hora da compra com embalagem e conservação, para preservar seus benefícios à saúde

O arroz está presente diariamente na alimentação do brasileiro e ocupa posição de destaque entre os itens mais consumidos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além das variedades mais conhecidas, o consumidor encontra nas prateleiras diferentes tipos de grão, entre eles o arroz vermelho.

Esse cereal, ainda pouco comum em algumas regiões do país, chama atenção pelos benefícios nutricionais e pelo sabor característico. No entanto, especialistas alertam que a inclusão do alimento na rotina deve ser feita com atenção e, em alguns casos, sob orientação médica.

Quais são os benefícios do arroz vermelho para a saúde?

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o arroz vermelho tem mais ferro e zinco que o arroz branco. A nutricionista Mayara Cerqueira, formada pela Unimogi, destaca que ele também contém fibras e antioxidantes. Esse perfil nutricional favorece o intestino e pode auxiliar no controle do diabetes.

Um estudo publicado no periódico Molecules apontou ainda propriedades anti-inflamatórias, com potencial de prevenção da obesidade. Além disso, outra pesquisa, divulgada na revista Food Research International, mostrou que o arroz pigmentado possui mais fibras do que o branco, o que reduz a digestão do amido. Dessa forma, contribui para uma liberação mais lenta de energia no organismo.

No entanto, o excesso de fibras pode causar desconforto em pessoas sensíveis, provocando gases, diarreia ou má absorção de nutrientes. “A má absorção de nutrientes pode ocorrer por conta dos fitatos presentes na fibra, podendo interferir na absorção de minerais ao formar um complexo que impede a sua absorção no intestino”, explica a nutricionista.

Quem pode ou não consumir arroz vermelho?

Arroz vermelho requer atenção na hora da escolha | Imagem: Freepik

Arroz vermelho requer atenção na hora da escolha | Imagem: Freepik

A versão fermentada do grão pode oferecer riscos quando associada a alguns medicamentos. “Essa versão pode interagir com remédios para baixar o colesterol e com inibidores da enzima CYP3A4, como antibióticos e antifúngicos, por exemplo”, reforça Mayara.

Outro ponto importante envolve o consumo por pessoas com doença celíaca. O arroz vermelho, por natureza, não contém glúten. Entretanto, há risco de contaminação cruzada durante o processamento. “Há risco de contaminação se ele for armazenado ou preparado nos mesmos equipamentos onde foram manipulados alimentos com glúten em sua composição”, ressalta a especialista. Por isso, é essencial verificar a embalagem para garantir que o produto esteja livre dessa contaminação.

Sobre a quantidade ideal, Mayara recomenda entre 70 e 90 gramas por dia, combinadas com proteínas e vegetais. A nutricionista reforça que a troca do arroz branco pelo vermelho pode trazer vantagens nutricionais, mas que o consumo moderado do arroz branco também se mantém adequado dentro de uma dieta equilibrada.

Como garantir a qualidade do produto antes de comprar?

Na hora da compra, a atenção deve ser redobrada. É fundamental observar se a embalagem apresenta sinais de rompimento, umidade ou insetos. Além disso, os grãos precisam estar uniformes, sem sujeira ou indícios de mofo.

“Também verifique se os grãos estão uniformes, sem sujeira ou sinais de mofo”, orienta Mayara. A especialista recomenda ainda dar preferência a marcas confiáveis, checar a data de validade e conferir as informações do rótulo sobre a classificação e o tipo de arroz.

Para quem busca variar a dieta, a Embrapa aponta que o arroz vermelho pode ser utilizado em preparos como bolinhos, acompanhamentos de carnes brancas ou pratos típicos do Nordeste, especialmente na Paraíba e no Rio Grande do Norte. Já alternativas como o arroz negro, integral, selvagem e parboilizado também oferecem diversidade e benefícios nutricionais.

Para ler a matéria completa da PROTESTE, clique aqui.

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